Um ataque com drone realizado pela Rússia atingiu, neste domingo (7), uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado nas proximidades da usina de Chernobyl, no norte da Ucrânia. O episódio provocou danos em estruturas ligadas ao complexo, mas não resultou em aumento dos níveis de radiação nem deixou vítimas, segundo informações divulgadas por autoridades ucranianas e por organismos internacionais.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o impacto ocorreu em uma instalação destinada ao armazenamento de combustível irradiado. A explosão causou danos significativos ao prédio de recepção do material nuclear e também afetou construções vizinhas por causa da onda de choque. Apesar dos estragos, os sistemas de monitoramento não registraram alterações nos índices de radiação da região.
O diretor-geral da AIEA condenou o episódio e afirmou que ações militares contra estruturas nucleares representam uma ameaça à segurança internacional. Segundo ele, “ataques a instalações nucleares são completamente inaceitáveis e em direta contravenção aos princípios fundamentais de segurança nuclear”.
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Presidente ucraniano classifica ataque como ‘extremamente vil’
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, atribuiu a responsabilidade pelo ataque à Rússia e afirmou que o alvo foi uma infraestrutura considerada estratégica para a segurança do país. Em publicação na rede social X, ele declarou que “Hoje, os russos atacaram novamente o território especial ao redor da Usina Nuclear de Chernobyl. O ataque atingiu um dos prédios da Instalação Centralizada de Armazenamento de Combustível Irradiado”.
Na mesma mensagem, acrescentou que se tratou de “uma instalação de infraestrutura extremamente crítica e um ataque russo extremamente vil”.
O ataque ocorre em meio a preocupações recorrentes com a segurança de instalações nucleares na guerra. Em fevereiro de 2025, outro drone Shahed danificou a estrutura de contenção construída sobre o reator destruído de Chernobyl. Ainda, Ucrânia e Rússia mantêm acusações mútuas de ataques contra a usina de Zaporizhzhia, a maior da Europa, controlada por forças russas desde março de 2022.


