Técnicos da Secretaria do Entorno do Distrito Federal (Seent-DF) realizaram na última terça-feira (14) uma visita técnica ao município de Alexânia, no Entorno do DF, para avaliar voçorocas, grandes erosões que representam ameaça recorrente a estradas e áreas urbanas. A ação contou com a colaboração da prefeitura local e utilizou drone para captação de imagens aéreas detalhadas dos cinco pontos críticos visitados.
O material coletado vai subsidiar um pedido de situação de emergência do município junto ao Ministério da Integração Nacional e à Defesa Civil Nacional. “E, com base nesse material, a secretaria dará apoio técnico para subsidiar um iminente pedido de situação de emergência do município junto ao Ministério da Integração Nacional e Defesa Civil Nacional”, explicou o assessor especial da secretaria, coronel Luiz Carlos Ribeiro, que esteve acompanhado do assessor Pedro Paulo de Sousa.
A vistoria contou com a participação do vice-prefeito e coordenador de Defesa Civil de Alexânia, Antônio Naldim Magalhães, e integrantes da prefeitura. O prefeito Warley Gouveia já havia decretado situação de emergência por meio do decreto nº 74, de 13 de abril de 2026.
Formação e parceria
Foto: divulgação
Além do mapeamento das erosões, a visita teve como objetivo orientar a Defesa Civil municipal na formação de sua equipe e abrir tratativas para um curso de técnicos em Defesa Civil, a ser ministrado pela Seent-DF com instrutores da Defesa Civil de Brasília.
O vice-prefeito destacou a importância da parceria. “Agradecemos a parceria da Seent-DF nessa vistoria técnica. A orientação para formar nossa equipe de Defesa Civil e o curso com instrutores de Brasília vão fortalecer nossa capacidade de enfrentar as voçorocas e outras ações adversas”, afirmou Naldim Magalhães. Para ele, a colaboração é fundamental para o trabalho de prevenção, orientação e monitoramento das áreas de risco. “Investir em prevenção, informação é proteger vidas”, enfatizou.
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As causas do problema
De acordo com a Defesa Civil, a impermeabilização excessiva do solo por calçadas e asfalto impede a infiltração natural da água, acelerando o escoamento superficial e a erosão. A falta de infraestrutura para captação de águas pluviais agrava o problema durante chuvas intensas. O desmatamento às margens de rios e riachos provoca assoreamento e destruição do solo, enquanto a ocupação desordenada de terrenos expõe áreas frágeis sem planejamento. O solo típico do Cerrado, naturalmente propenso a erosões, se degrada rapidamente quando a vegetação nativa é removida.









