A Polícia Civil de Goiás realizou uma operação interestadual na manhã desta quarta-feira (20) para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas e lavar dinheiro em diferentes estados do país. A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e resultou no cumprimento de mandados em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e determinado o bloqueio judicial de R$ 1,9 milhão em bens e valores ligados aos investigados. Durante a operação, 13 pessoas foram presas, sendo 11 por força de mandados judiciais e duas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Segundo a polícia, aproximadamente 10 quilos de maconha também foram apreendidos durante as diligências.
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Esquema utilizava páginas falsas de bancos
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava um esquema sofisticado de phishing bancário para enganar vítimas e acessar contas financeiras. Os suspeitos criavam páginas falsas de instituições financeiras digitais e impulsionavam os links fraudulentos por meio de anúncios pagos em plataformas de busca.
Com isso, os sites falsificados apareciam entre os primeiros resultados das pesquisas feitas pelas vítimas, que acreditavam estar acessando ambientes oficiais dos bancos.
Após entrarem nas páginas fraudulentas, os usuários inseriam dados bancários e validavam QR Codes aparentemente legítimos. Nesse momento, os criminosos capturavam as informações em tempo real e assumiam a sessão verdadeira da conta da vítima, técnica conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão
A partir do acesso indevido, os investigados realizavam transferências bancárias e operações via PIX para contas utilizadas como intermediárias no esquema criminoso.
As apurações também identificaram movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões. Segundo a Polícia Civil, dezenas de conexões entre investigados, empresas e terceiros eram utilizadas para ocultar e dispersar os valores obtidos de forma ilícita.
A corporação segue investigando a atuação do grupo e a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso.









