A proposta de acabar com a escala 6×1 conta com apoio de 71% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha. Nesse cenário, movimentos de esquerda devem concentrar as mobilizações do 1º de Maio desta sexta-feira na defesa da mudança, buscando ampliar a pressão sobre o Congresso após uma semana de derrotas do governo Lula (PT) no Legislativo.
Em Goiânia, a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO) promove um ato político-cultural unificado a partir das 8h, na rotatória em frente ao Posto Shell, abaixo da entrada do estacionamento do Araguaia Shopping, na região da 44.
A mobilização inclui pautas como o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte salarial e a garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos.
Esquerda faz ato em Goiânia e defende fim da escala 6×1 no 1º de Maio. Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Em nível nacional, as manifestações não serão centralizadas, estratégia adotada para evitar desgaste político após a baixa adesão registrada em atos anteriores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, não deve participar das mobilizações pelo segundo ano consecutivo. A exceção será o Rio de Janeiro, onde está previsto um ato na praia de Copacabana, às 14h.
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A pauta do fim da escala 6×1 ganhou força no Congresso após o envio de um projeto pelo governo que propõe a redução da jornada semanal para 40 horas sem corte de salários, com tramitação mais acelerada em relação à PEC da escala 4×3, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O Planalto tenta concluir a votação antes das eleições, o que aumenta a pressão sobre parlamentares.
O tema também se intensificou após recentes tensões entre Executivo e Legislativo, como a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria. Segundo Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, “a classe trabalhadora está pressionando os deputados para que a proposta avance”.









