A disputa política teve início antes mesmo das manifestações do 1º de Maio deste ano em São Paulo, com a definição dos locais dos atos. Pela primeira vez, há uma inversão na ocupação dos espaços: grupos de direita realizarão concentração na Avenida Paulista, enquanto centrais sindicais e movimentos de esquerda se reúnem na Praça Roosevelt, em um cenário que também antecipa o ambiente das eleições de 2026.
Na Avenida Paulista, o ato está marcado para as 11h, em frente à Fiesp, organizado pelos grupos Patriotas do QG, A Voz da Nação e Marcha da Liberdade. A mobilização tem como pautas o apoio ao senador Flávio Bolsonaro como possível candidato à Presidência, a defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal.
Espaços distintos no 1º de Maio
A autorização para o uso do espaço foi concedida pela Polícia Militar com base na ordem de solicitação, o que gerou contestação de centrais sindicais, que não tiveram seus pedidos aprovados.
Leia também: Dia do Trabalhador será de sol e calor em Goiânia; veja previsão para o feriado (01)
Já na Praça Roosevelt, a partir das 9h, Intersindical, CTB e o movimento Vida Além do Trabalho organizam o ato com foco na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na regulamentação do trabalho por aplicativos, no combate ao feminicídio e na redução das taxas de juros. O evento contará com a presença da ex-ministra Marina Silva, da deputada Erika Hilton e do deputado Orlando Silva.
A separação geográfica das manifestações reflete uma mudança no cenário político, em que, segundo o professor do Insper Leandro Cosentino, a Avenida Paulista deixa de ser um espaço associado exclusivamente à esquerda e passa a ser disputada de forma mais ampla entre diferentes campos políticos.










