O corpo do pesquisador goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, chegou ao Brasil na manhã desta segunda-feira (11), pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Danilo foi encontrado morto em Buenos Aires, na Argentina, após dias de desaparecimento que mobilizaram familiares e amigos nas redes sociais. O traslado deve seguir para Goiânia, onde o velório será realizado nos próximos dias.
Danilo estava desaparecido desde a madrugada de 14 de abril, após sair para um encontro com um homem identificado como “Ulysses”, conhecido por meio de um aplicativo. Antes de perder contato, ele compartilhou sua localização em tempo real e enviou áudios a amigos relatando desconforto e sensação de perseguição, afirmando que o homem tentava gravá-lo sem consentimento.
O corpo foi localizado no dia 20 de abril no Hospital Ramos Mejía, a cerca de três quilômetros do local do encontro. Registros da polícia argentina apontam que o pesquisador foi levado à unidade de saúde ainda no dia 14 por uma equipe de emergência, apresentando quadro de agitação psicomotora associado a uma possível intoxicação.
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Informações da imprensa argentina indicam que Danilo morreu em decorrência de edema cerebral difuso, além de complicações pulmonares, pneumonia e hemorragia. As autoridades do país ainda não divulgaram uma confirmação oficial detalhada sobre a causa da morte.
Familiares informaram que Danilo enfrentava transtorno bipolar e já havia relatado episódios de paranoia anteriormente. Os pertences pessoais dele, incluindo o celular, ainda não foram recuperados.
Natural de Goiânia, Danilo morava em Buenos Aires havia cerca de seis meses. Mestre em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ele também era doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2025, concluiu sua tese de doutorado e, no ano passado, publicou o livro “Dividir-me-ei em três e outros contos”, pela editora da UFG. (










