A Rússia realizou na madrugada de terça-feira (2) uma série de ataques aéreos contra a Ucrânia que deixou ao menos 22 mortos e 138 feridos, segundo autoridades ucranianas. Os bombardeios atingiram 38 locais em diferentes regiões do país e voltaram a colocar a capital, Kiev, entre os principais alvos da ofensiva.
De acordo com o governo ucraniano, esta foi a terceira grande investida contra a capital em menos de um mês. Sistemas de defesa aérea foram acionados para tentar conter os ataques, enquanto moradores receberam orientações para buscar abrigo em estações de metrô e outros locais protegidos. Cerca de 140 mil pessoas ficaram sem energia elétrica na cidade.
Horas após a ofensiva, o Ministério da Defesa da Rússia informou que a operação utilizou mísseis hipersônicos e drones contra sete regiões ucranianas. Segundo Moscou, os alvos eram estruturas estratégicas para as Forças Armadas da Ucrânia, incluindo instalações ligadas a combustível, transporte e aeródromos militares.
Em comunicado, o governo russo afirmou que a ação foi uma resposta aos chamados “atos terroristas do regime de Kiev”. Entre os episódios citados está um ataque com drone ocorrido em 22 de maio contra um dormitório estudantil em Luhansk, cidade controlada pela Rússia no leste da Ucrânia. Após o episódio onde 18 pessoas morreram, o presidente russo, Vladimir Putin prometeu retaliar.
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Rússia acusa Kiev de atribuir ataques ucranianos a Moscou
Também nesta terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou a Ucrânia de promover ataques com drones contra embarcações civis e de tentar desestabilizar a região do Mar Negro. Moscou sustenta que Kiev atribuiu falsamente essas ações à Rússia.
Ainda, as forças de segurança ucranianas informaram que o ataque envolveu o lançamento de 73 mísseis e 656 drones. Para tentar neutralizar a ofensiva, o país utilizou 40 mísseis e 602 drones.
Em meio ao agravamento dos bombardeios, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enviou na semana passada uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao Congresso norte-americano pedindo sistemas de defesa aérea.
