A disputa pela Presidência do Peru segue indefinida e marcada por uma diferença mínima entre os candidatos. Com 98,216% das urnas apuradas, a candidata conservadora Keiko Fujimori reassumiu a liderança sobre o esquerdista Roberto Sánchez na madrugada desta quinta-feira (11).
Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Fujimori aparece com 50,002% dos votos válidos, enquanto Sánchez soma 49,998%. A vantagem da candidata é de apenas 859 votos, evidenciando o cenário de equilíbrio que já havia sido apontado pelas pesquisas realizadas antes do segundo turno.
A votação ocorreu no último domingo (7), mas a contagem dos votos ainda está em andamento. Apesar do avanço da apuração, as autoridades eleitorais peruanas alertam que o resultado definitivo poderá levar dias ou até semanas para ser oficialmente confirmado.
Inicialmente, Keiko Fujimori liderava tanto as pesquisas de boca de urna quanto os primeiros resultados divulgados após o fechamento das seções eleitorais. No entanto, a diferença foi reduzida à medida que os votos das regiões rurais passaram a ser contabilizados, favorecendo Roberto Sánchez.
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Nos últimos dias, a candidata voltou a ganhar vantagem com a inclusão das atas eleitorais vindas do exterior. Entre os peruanos que vivem fora do país, Fujimori obteve 63,4% dos votos, contra 36,5% de Sánchez, com 94,495% das urnas internacionais já apuradas.
A demora na apuração é explicada por características do sistema eleitoral peruano e pela geografia do país. O Peru utiliza cédulas impressas, o que exige o transporte físico dos votos até centros de contagem. Em diversas regiões da Amazônia e dos Andes, o deslocamento depende de barcos, trilhas e até animais de carga, tornando o processo mais lento.
Enquanto a apuração segue em andamento, o país acompanha uma das disputas presidenciais mais acirradas de sua história recente.


