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Caiado, segurança e social. E Daniel? Até agora, nada

Administrador Por Administrador
19 de junho de 2026
Em Política
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A memória nunca foi um atributo elogiado nos brasileiros. Com o excesso de telas, então, é impossível lembrar o vídeo que arrastou para cima há 10 segundos. Como se lembrar do que foi feito pelos ex-governadores Pedro Ludovico, Mauro Borges Otávio Lage, Irapuan Costa Júnior? Só lendo os livros de História, raridades (os livros e, mais ainda os leitores) em Goiás. No noticiário, pouco se fala até dos gestores mais recentes, casos de Henrique Santillo, Iris Rezende e Maguito Vilela, que já morreram, Marconi Perillo (PSDB), Alcides Rodrigues e Ronaldo Caiado (PSD). Os jovens com menos de 30 anos mal se recordam do recém-entregue Governo Caiado. E também não conseguem dizer uma obra do atual governador, Daniel Vilela (MDB), até porque nada fez nesses 80 dias além de viajar para distribuir Goiás Social, o programa que é a marca da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), dificílimo atribuí-lo a outrem.

Falta de esforço é que não foi. Com gestões aprovadas por mais de 80% dos goianos, Ronaldo Caiado fez tudo para Daniel. Buscou-o na oposição em 2020, não uma oposição propositiva, mas raivosa, com vídeos tão contundentes quanto injustos, mesmo depois de surrá-lo nas urnas em 2018 ganhando em 1º turno. Lançou-o a vice com quase dois anos de antecedência, brigou com meio mundo por causa dele, trouxe para junto de si um MDB duplamente seu adversário, tanto a sigla, que com suas diversas sopas de letrinhas combate o caiadismo desde o século XIX, quanto a ala do partido, dividido entre maguitistas e iristas, Ronaldo primeiro afagou Iris e, depois, acolheu o filho de Maguito.

Wilder Morais, seu companheiro de chapa fidelíssimo, foi ejetado do grupo
Por iniciativa pessoal de Caiado, e só ele o queria, Daniel foi parar na vice disputando uma reeleição que seria, como acabou sendo, mais fácil que o INSS tirar dinheiro de velhinho. Caiado foi reeleito também no 1º turno e, novamente, com grande antecedência, agora de três anos, catapultou o filho de Maguito a seu sucessor. Wilder Morais, seu companheiro de chapa fidelíssimo em 2018 e secretário de Indústria e Comércio que atraiu centenas de médias e grandes empresas, foi ejetado do grupo. O então presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, que saiu do grupo de Marconi Perillo e construiu a maioria parlamentar que viabilizou o Governo Caiado, acabou escanteado.

Mesmo assim, Daniel não deslanchou, dando motivos para a comparação com trator de esteira atolado. Durante estes 20 meses em que se movimenta para erguer os índices rumo ao Palácio do Planalto, Caiado inexplicavelmente atrapalhou a própria pré-campanha e foi circular com Daniel pelo interior. Para evitar ofuscar o então vice, sequer ia às inaugurações, deixava o palco para ele brilhar. Como o líder desfilava com mais de 80% de aprovação, esperava-se que seu pupilo entrasse em 2026 pelo menos com 60%. Não atingiu nem metade disso. A própria Gracinha deixou de fazer a pré-campanha de senadora para puxar Daniel nos eventos do Goiás Social. E quem falou que trator de esteira pega no tranco?

Daniel não pode falar contra Caiado, mesmo que queira. E não tem falado
Os concorrentes estão com o drama de sempre, não dispõem do aparato de quem está fora do circuito das chefias de Executivo e Legislativo. Cabe-lhes o oposto de Daniel, ou seja, implantar um discurso como o de Iris Rezende contra os militares em 1982, o de Marconi Perillo contra Iris em 1998, o de Caiado contra Marconi em 2018. Daniel não pode falar contra Caiado, mesmo que queira. E não tem falado. A oposição pode falar contra Caiado, mesmo que não queira. E também não tem falado. O que Daniel tem a mostrar, sua relação com Caiado, parece de muita valia para os aliados, sobretudo prefeitos, e nenhuma para o eleitorado, sobretudo os jovens.

Outro fator preponderante é a militância, com destaque para a digital. O MDB de Daniel não tem nada. Para resumir a conversa, só PL e PT dispõem. O 1°, muita no Brasil, algum tanto em Goiás; o 2°, muita no País, quase nada no Estado. (Especial para O HOJE)

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