A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) defendeu a unidade do Partido Liberal diante da crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em declaração divulgada nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o grupo precisa concentrar esforços na disputa presidencial de 2026 e evitar que divergências internas comprometam os objetivos políticos do campo conservador.
Aliada tanto de Michelle quanto de Flávio, Bia procurou minimizar os efeitos do atrito, que ganhou repercussão nacional nos últimos dias após divergências sobre articulações políticas do partido no Ceará.
“Temos uma eleição para ganhar e temos uma dor que é esse 8 de janeiro, que não passou”, afirmou a deputada.
A fala ocorre em meio ao debate interno sobre os rumos do partido e a construção da estratégia eleitoral para o próximo pleito presidencial. Nos bastidores do PL, Bia Kicis também aparece entre os nomes citados para compor uma eventual chapa majoritária, embora não exista qualquer definição oficial sobre o tema.
Defesa da anistia
Durante a manifestação, a deputada voltou a defender a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e classificou como perseguição as investigações e condenações relacionadas aos episódios.
“Temos presos políticos, inclusive o Bolsonaro, inclusive Anderson Torres, e tantos outros que estão esperando Flávio sentar na cadeira da Presidência para acabar com essa história, para anistiar as pessoas e devolver a liberdade”, declarou.
A parlamentar evitou tomar partido na divergência entre Michelle e Flávio e destacou que o foco deve permanecer na reorganização da oposição para as eleições presidenciais.
“Não podemos mais brincar com esse tipo de coisa. Temos que focar nisso e temos uma eleição para vencer”, disse.
Crise repercute dentro e fora do partido
O episódio envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro expôs diferenças de avaliação sobre alianças regionais e estratégias eleitorais dentro do PL, especialmente no Ceará. A situação gerou repercussão em diferentes setores políticos e mobilizou lideranças da legenda em busca de uma pacificação.
O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, divulgou manifestação pública afirmando que divergências fazem parte da vida partidária e que os princípios que unem o grupo permanecem preservados. Já Flávio Bolsonaro publicou vídeo nas redes sociais negando qualquer desrespeito à ex-primeira-dama e defendendo que o impasse seja superado por meio do diálogo.
Enquanto aliados tratam o episódio como uma divergência pontual, integrantes da base governista avaliam que a exposição pública do conflito pode gerar desgaste para a oposição em um momento de reorganização política e de antecipação do debate eleitoral de 2026.
A manifestação de Bia Kicis se soma a outras tentativas de lideranças do PL de reduzir os impactos da crise e reforçar a unidade interna em torno da construção de uma candidatura competitiva para a próxima disputa presidencial.
Saiba Mais
Projeto avança na CLDF e reforça proteção de idosos contra golpes financeiros
O post Bia Kicis pede união no PL em meio à crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro apareceu primeiro em O Hoje.


