Além da corrida eleitoral de outubro pelas 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), outra disputa já movimenta os corredores do parlamento goiano. Embora a renovação dos mandatos seja a prioridade dos deputados estaduais, lideranças da base governista também articulam de olho na sucessão do presidente da Casa, Bruno Peixoto (União Brasil).
Caso o governador Daniel Vilela (MDB) confirme o favoritismo e seja reeleito em outubro, a definição do próximo presidente da Alego tende a se transformar no primeiro teste político do novo mandato do emedebista. Mais do que a escolha de um nome para conduzir os trabalhos legislativos, a disputa servirá como termômetro da correlação de forças dentro da base aliada e da capacidade do governador de acomodar diferentes grupos que hoje orbitam em torno do Palácio das Esmeraldas.
Atualmente, há dois nomes do MDB entre a lista de favoritos: Issy Quinan e Amilton Filho. Os parlamentares já ocupam cargos de peso na atual legislatura — Quinan é o primeiro vice-presidente da Alego e Amilton é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa.
Além do aval de Vilela, cada um conta com mais um apoio de peso. Nos bastidores, é ventilada a possibilidade de Quinan receber o apoio de Peixoto para a disputa pela presidência da Alego, caso Daniel firme compromisso com o vice-presidente.
Já Amilton conta com o apoio integral do prefeito Márcio Corrêa, que, apesar de estar no PL, é emedebista de corpo e alma e estará no palanque de Daniel na disputa pelo governo do Estado. Além disso, pesa a favor dos dois parlamentares estarem no partido do governador.
Outro nome que aparece na lista de cotados é Wilde Cambão (PSD). O deputado, além de estar na legenda do ex-governador Ronaldo Caiado, aglutina o apoio de lideranças do Entorno do Distrito Federal, como o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), e o deputado federal Célio Silveira (MDB).
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O Entorno chegou a ser citado como possível origem do candidato a vice-governador na chapa governista, mas perdeu espaço diante do fortalecimento dos nomes do presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD); do ex-senador Luiz do Carmo (PSD); e do ex-secretário de Governo, Adriano da Rocha Lima (PSD).
O comando da Assembleia Legislativa poderia funcionar como uma compensação política para uma das regiões eleitoralmente mais relevantes do Estado, que é tratada com prioridade tanto por Caiado quanto por Daniel. Cambão ainda mantém boa relação com integrantes do grupo caiadista e é um nome alinhado à ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil).
Já Talles Barreto (União Brasil), que sucedeu Cambão no cargo de líder de governo em 2025 e mantém o cargo até os dias atuais na gestão de Daniel, também está entre os pretendentes a suceder Bruno Peixoto. Inclusive, o deputado pretende seguir o mesmo caminho que o atual presidente da Alego. Antes de ser eleito e reeleito, o chefe do parlamento goiano ocupava o cargo de líder de governo na Casa.


