A direção do PT em Goiás estabeleceu o próximo dia 20 de maio como prazo para definir o nome que irá disputar o governo estadual em outubro. A data consta em documento interno da sigla, obtido pela reportagem do O HOJE, que organiza o calendário de articulação e montagem das chapas majoritária e proporcional no Estado. Apesar da formalização do cronograma, lideranças petistas admitem que o processo de definição do pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas ainda patina e está longe de um consenso.
No ofício enviado à direção local, a Secretaria de Organização Estadual do PT reforçou a necessidade de que todas as definições sejam concluídas dentro do prazo estabelecido junto à executiva nacional petista, com a justificativa de que mais tempo pode prejudicar a competitividade eleitoral e beneficiar adversários que já se movimentam no Estado.
O cronograma prevê, além do prazo final para aprovação das chapas, no dia 20 de maio, que os “ajustes finais e consolidação para envio às instâncias superiores” aconteçam até 30 de maio. A orientação é de que conflitos internos sejam resolvidos até a data limite e evitar prorrogações.
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Partido pouco avançou
Apesar do cronograma estabelecido, o partido pouco avançou na definição de um nome para disputar o Governo do Estado. Conforme apurado pela reportagem, uma possível composição com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) esfriou. O tucano não demonstra entusiasmo em compor com a legenda em Goiás. Publicamente, Marconi sempre refutou a ideia de receber apoio da legenda. Além das diferenças ideológicas, há o entendimento de que o partido pode prejudicar o ex-chefe do Executivo estadual na tentativa de diminuir a rejeição entre o eleitorado goiano.
O ritmo das articulações desagrada parte dos pré-candidatos. O jornalista e ex-presidente do Sindicato de Jornalistas de Goiás (Sindjor), Cláudio Curado, afirma que o debate interno ainda não avançou. “Tudo parado no PT. A única reunião foi em 2 de fevereiro”, diz Curado ao O HOJE. Segundo o pré-candidato apoiado pelo grupo político do deputado estadual Mauro Rubem, a expectativa é que as discussões ganhem tração após o 8ª Congresso Nacional do partido, que ocorre neste fim de semana em Brasília.
A leitura é semelhante à do advogado Valério Luiz, também cotado para disputar o Executivo estadual pela legenda. Valério avalia que as conversas não evoluíram. “O PT expediu um documento com um cronograma, mas conversas mesmo não progrediram. Também não se apresentou nenhuma outra pré-candidatura”, afirma à reportagem do O HOJE. O advogado é apoiado pelo vereador Fabrício Rosa.
Por outro lado, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno sustenta que o processo segue dentro do planejado. “A direção estadual estabeleceu um calendário de articulação. Estamos construindo um palanque forte para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás”, diz. Segundo o pré-candidato, a presidente estadual do partido, a deputada federal Adriana Accorsi, coordena as negociações, que também irão passar por definições estratégicas debatidas no congresso nacional da sigla.










