O MDB do governador de Goiás, Daniel Vilela, prepara uma nova leva de filiações de lideranças políticas ao partido. O evento da legenda, que marcará oficialmente a entrada dos novos filiados à sigla, está marcado para acontecer no próximo dia 15 de maio e deve reunir nomes de diferentes regiões do Estado, em um movimento articulado para ampliar a capilaridade do partido no interior.
Prefeitos, vice-prefeitos e lideranças políticas de diversas cidades goianas devem aderir ao partido do governador. O presidente estadual do MDB, Haroldo Naves, confirmou à reportagem do O HOJE que o evento também marcará a filiação de mais de 5 mil eleitores à legenda.
Segundo Haroldo, entre os prefeitos que irão se filiar ao MDB no evento estão: Dr. Victor (PL), de Santa Fé; Leia Mendonça (União Brasil), de Santa Tereza; Ulisses Alves de Brito (PDT), de Santa Rosa; Fernando Araújo (PDT), de Itaguaru; Lorena Neri (PDT), de Taquaral de Goiás; Job Martins de Deus (PDT), de Santa Bárbara; Dr. Dásio (PDT), de Amaralina; Esmeraldo Guimarães (PDT), de Campestre de Goiás; Neguinho da Areia (PDT), de Baliza; e Zé do André (PP), de Nova Iguaçu de Goiás. O prefeito de Niquelândia, Eduardo Niqturbo, que recentemente deixou o Novo e se filiou ao MDB, também deve participar da agenda política.
O movimento dos prefeitos pedetistas é resultado direto do esvaziamento que o partido tem enfrentado no Estado desde a saída da deputada federal Flávia Morais e do deputado estadual Dr. George Morais, que presidia a legenda em Goiás. O casal, que esteve à frente da sigla por cerca de 16 anos, migrou para o MDB na última janela partidária e deixou o futuro do PDT goiano em aberto. Sem Flávia e Dr. George, não há garantia de que o partido continuará na base aliada.
Naves explicou que as articulações com prefeitos e lideranças políticas são conduzidas pelo diretório estadual da legenda, mas ressaltou que a figura de Daniel no comando do Executivo estadual “facilita as ações do nosso partido”.
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MDB protagonista
Além de reforçar o caráter municipalista e a proximidade com as gestões locais, a ida dos prefeitos para o MDB sinaliza uma estratégia mais ampla da legenda. O partido, que voltou a governar Goiás após 28 anos, busca não apenas a reeleição de Daniel, mas também retomar o protagonismo político como principal força partidária no Estado.
A leitura é de que, com Daniel à frente do governo, naturalmente o MDB tende a concentrar os aliados da base governista, assim como aconteceu com o União Brasil, antigo partido do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Fruto desse processo é a expectativa de fortalecimento da bancada do partido na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Atualmente com sete deputados estaduais, o MDB já reúne o maior número de parlamentares que devem disputar a reeleição no próximo pleito.
Como já mostrado pela reportagem do O HOJE, a direção estadual do MDB estima angariar entre 10 e 11 cadeiras na Alego. A chapa do partido deve contar com algo entre 12 e 15 pré-candidatos considerados competitivos, com potencial eleitoral consolidado em diferentes regiões do Estado. A avaliação interna é de que o desempenho dependerá não apenas da força individual dos nomes, mas também da capacidade de transferência de votos dentro da base governista.









