As centrais sindicais vão atuar fortemente no mês de maio para contra argumentar as posições de empresários e defender o fim da escala 6×1. A ideia é subsidiar a comissão especial que vai analisar o tema nas próximas semanas. Uma comitiva de empresários está em Brasília para tentar barrar a proposta de redução de jornada de trabalho.
Os sindicatos vão fazer uma espécie de “lobby sindical” para combater o setor empresarial. “Onde eles forem, nós vamos atrás para levar nossa narrativa”, disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. As centrais vão endossar o discurso de governistas direcionado às mulheres, que hoje são as mais prejudicadas pela escala atual.
Os representantes das centrais se reuniram nesta terça-feira (5) com integrantes da comissão especial, entre eles, o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP) e o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). A principal preocupação dos sindicalistas é com possíveis “jabutis” na proposta, ou seja, quando algo é incluído sem qualquer relação com o texto original. Além disso, a UGT deixa claro que não concorda em votar uma proposta que reduza o salário do trabalhador ou mantenha as 44h semanais.
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Outro ponto levantado foi a regra de transição para que o fim da escala 6×1 comece a valer. As centrais defendem que a mudança seja imediata, mas os deputados afirmaram que para negociar um texto é preciso dar tempo de adaptação. “Nossa proposta é imediata, após 38 anos da última mudança na jornada de trabalho. Portanto, isso é muito possível, mas entendemos que tem que ser um relatório que seja aprovado e não rejeitado pelos parlamentares”, disse o vice-presidente da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite.










