Com o fim do recesso parlamentar, os vereadores retornam aos trabalhos na Câmara Municipal de Goiânia nesta terça-feira (11). Apesar do foco nas campanhas eleitorais que terão início no próximo domingo (16), a expectativa dentro da base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) é que o período eleitoral não dificulte a tramitação de matérias consideradas prioritárias pelo Paço Municipal.
O líder do prefeito, vereador Wellington Bessa (Mobiliza), disse ao O HOJE que trabalhará para “dar andamento aos projetos que tenham condições de serem aprovados” antes do primeiro turno das eleições. Um dos projetos na lista de prioridades do Executivo municipal, o Morar no Centro, que retornou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após apresentação de emendas ao projeto no plenário, foi um dos projetos citados pelo líder do prefeito.
O ritmo de trabalho no segundo semestre foi pauta dentro da base de Mabel. Uma possível saída de Bessa do cargo de líder do prefeito chegou a ser cogitada, em razão da candidatura do parlamentar. Bessa disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Apesar disso, o entendimento de que haverá tempo hábil para aprovar projetos do prefeito prevaleceu e o vereador continuará como representante do Paço na Casa.
A tramitação de projetos do Executivo no primeiro semestre foi motivo de tensão entre o Paço e o presidente da CCJ, vereador Luan Alves (MDB). Mabel cobrou celeridade na análise do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), aprovado ainda no 1º semestre, e do Morar no Centro, enquanto Alves sinalizou que a tramitação das matérias seguiria o mesmo rito de outros textos.
Oposição a Mabel desde o ano passado, quando abriu mão de suas indicações dentro da Prefeitura de Goiânia, Alves afirmou ao O HOJE que acredita no “empenho no trabalho parlamentar” dos vereadores para minimizar os efeitos das eleições nos trabalhos da comissão mais importante da Casa. O parlamentar, porém, ressaltou que não mantém diálogo com o Paço. Além do Morar no Centro, projetos de autoria de Mabel que visam o combate ao descarte irregular de lixo e a pichações, com a criação de multas, também estão na CCJ.
Segundo Bessa, a Lei Orçamentária Anual (LOA) também deve começar a tramitar ainda neste início do segundo semestre, paralelamente ao período de campanhas eleitorais. O líder do prefeito afirmou que “já há condições” para avançar com o projeto que irá estabelecer o orçamento da Capital para 2027.
A expectativa é que a LOA avance dentro do prazo regimental, sem maiores complicações como aconteceu no ano passado. Em 2025, o orçamento só foi aprovado no dia 30 de dezembro.
Apesar da crença de que o período eleitoral não deve atrapalhar os trabalhos no Legislativo municipal, a base do prefeito deve sofrer baixas durante o período de campanha. Além de Bessa, a lista de aliados de Mabel que disputarão cargo eletivo no pleito de outubro reúne Lucas Kitão (Mobiliza), Sargento Novandir (Democrata) e Cabo Senna (Mobiliza), além do presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania). Todos serão candidatos a deputado estadual. O vereador Thialu Guiotti (Avante), também integrante da base, é candidato a deputado federal.
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