Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (6) que seu enviado especial, Steve Witkoff, obteve “grandes progressos” em uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro, que durou cerca de três horas no Kremlin, teve como foco negociações para encerrar a guerra de três anos e meio iniciada com a invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Em publicação no Truth Social, Trump declarou ter comunicado alguns aliados europeus sobre as conversas. “Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, escreveu.
Segundo a CNN, a Casa Branca confirmou que as sanções secundárias continuam previstas para esta sexta-feira (8) mesmo após o encontro. “A reunião com a Rússia e o enviado especial Witkoff correu bem. Os russos estão ansiosos para continuar o diálogo com os Estados Unidos. As sanções secundárias ainda devem ser implementadas na sexta-feira”, disse um funcionário. Ainda hoje a Índia foi alvo de um acréscimo de 25% por manter parceria comercial com a Rússia, resultando em uma tarifa total de 50%.
Do lado russo, Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, classificou o encontro como “útil e construtivo” em entrevista ao canal Zvezda. Ele afirmou que Moscou recebeu “sinais” de Trump e enviou mensagens em resposta, discutindo tanto o conflito na Ucrânia quanto as relações bilaterais.
Contudo, ainda na quarta-feira, a Rússia atacou um posto de bombeamento de gás na região de Odessa, no sul da Ucrânia. Segundo autoridades ucranianas, o local era utilizado em operações de importação de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos e do Azerbaijão, comprometendo os preparativos para o inverno.
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, Trump confidenciou a aliados planos de se reunir pessoalmente com Putin já na próxima semana. A intenção seria incluir posteriormente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em um encontro trilateral. Desde o início do conflito, Putin e Zelensky não mantiveram conversas diretas.
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