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EUA aliviam sanções ao petróleo russo e geram reação europeia

Administrador Por Administrador
14 de março de 2026
Em Mundo
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EUA aliviam sanções ao petróleo russo e geram reação europeia

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A decisão dos Estados Unidos de aliviar temporariamente restrições ao petróleo russo provocou reação imediata de líderes europeus. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na sexta-feira (13) que a medida pode fortalecer a capacidade financeira de Moscou em meio à guerra.

A autorização foi anunciada pelo governo de Donald Trump na quinta-feira (12). A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro, permite que cargas de petróleo bruto e derivados russos embarcadas antes das 00h01 de 12 de março sejam comercializadas até 11 de abril. A medida busca ampliar a oferta global de energia e reduzir a pressão sobre os preços internacionais durante a guerra contra o Irã.

Segundo autoridades russas, cerca de 100 milhões de barris que estavam parados em navios no mar poderão ser vendidos. O volume equivale aproximadamente a um dia da demanda mundial de petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários.

Líderes falam sobre o impacto do petróleo russo no financiamento da guerra
Durante visita a Paris para encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, Zelensky criticou a flexibilização e alertou para seus possíveis efeitos no conflito. “Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz”.

Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron durante visita do líder ucraniano a Paris (Foto: Reprodução/ @EmmanuelMacron)
Macron afirmou que a decisão não é apoiada por aliados europeus, mas destacou o caráter limitado da autorização concedida por Washington. Segundo ele, as isenções anunciadas são “temporárias e limitadas”.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também reagiu publicamente. Em publicação na rede social X, ele afirmou que “a decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia. A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que o país aceite negociações sérias por uma paz justa e duradoura”, lamentou.

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