Às vésperas do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã, previsto para a noite desta quarta-feira (22), o cenário no Oriente Médio ainda era de incerteza, com negociações indefinidas e declarações que elevam o risco de retomada dos ataques.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que não pretende estender a trégua. Ao programa “Squawk Box”, da CNBC, Trump afirmou: “Não temos muito tempo, porque quando as duas partes chegarem a um acordo, como você sabe, elas já terão recebido o sinal verde para prosseguir — o que eu já sabia que aconteceria de qualquer forma — acho que não terão escolha”.
Trump também reforçou a possibilidade de novos bombardeios caso não haja entendimento. “Espero continuar bombardeando porque acho que essa é a melhor postura a se adotar”, declarou. Ele acrescentou que as Forças Armadas norte-americanas estão prontas para agir e elogiou a capacidade militar do país.
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Apesar disso, o presidente disse ver espaço para um acordo e avaliou que o Irã tem incentivo para negociar. Segundo Trump, se o governo iraniano “fizer um acordo, poderá se tornar uma nação forte novamente, uma nação maravilhosa novamente”.
Negociações entre EUA e Irã seguem incertas
Enquanto o prazo se aproxima do fim, as negociações previstas para ocorrer no Paquistão seguem indefinidas. Até a atualização desta reportagem, nenhuma das delegações havia partido para o país mediador.
O vice-presidente JD Vance deve viajar ao país, segundo o jornal The New York Times, enquanto o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, condiciona sua participação à presença do representante norte-americano.
Em Teerã, o discurso também indica resistência. Na segunda-feira (20), Ghalibaf afirmou que o país não aceitará negociações sob ameaça e declarou que o Irã se preparou para reagir. “Não aceitamos negociações sob a sombra de ameaças e, nas últimas duas semanas, temos nos preparado para mostrar novas cartas no campo de batalha”, escreveu.










