O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou nesta segunda-feira (15) em Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7, que será realizada entre os dias 16 e 17 de junho. Embora o Brasil não integre o grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, Lula participa do encontro a convite do governo francês. Esta é a décima vez que o presidente brasileiro comparece ao fórum internacional.
Logo após chegar ao país europeu, Lula iniciou uma série de reuniões bilaterais. O primeiro encontro foi com o presidente da Suíça, Guy Parmelin. Até o momento, o governo brasileiro não divulgou os assuntos tratados durante a conversa. Imagens da reunião foram compartilhadas pelo próprio presidente nas redes sociais.
Ainda nesta segunda-feira, a agenda prevê encontros com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi, e com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.
Agenda do Brasil no G7
Durante os dois dias da cúpula, Lula participará das sessões ampliadas destinadas aos países convidados. Na terça-feira (16), os debates terão como tema as parcerias internacionais. Já na quarta-feira (17), as discussões estarão voltadas ao crescimento econômico equilibrado e ao desenvolvimento da inteligência artificial.
Também está prevista uma reunião bilateral entre o presidente brasileiro e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
O G7 é formado por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia participa das reuniões como membro institucional.
Além dos compromissos oficiais, a participação do Brasil ocorre em um momento marcado por questões comerciais e diplomáticas envolvendo importantes parceiros internacionais.
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Possível encontro com Trump e negociações com a União Europeia
Um dos assuntos que acompanha a viagem presidencial é a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar das especulações nos bastidores, nenhuma reunião foi confirmada oficialmente.
Segundo informações de fontes do governo, não houve pedido formal de nenhuma das partes para a realização do encontro. O tema ganha relevância após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciar a intenção de aplicar tarifas de até 25% sobre parte das importações brasileiras.
O relatório elaborado pelo órgão norte-americano cita supostas práticas consideradas desleais no comércio bilateral. Entre os pontos mencionados está o sistema de pagamentos Pix, apontado pelo documento como um fator de concorrência desfavorável para empresas americanas do setor financeiro.
Outro tema que deve mobilizar representantes brasileiros durante a semana envolve a União Europeia. O bloco anunciou a proibição da importação de produtos brasileiros de origem animal, incluindo carnes, tripas, pescado e mel. Caso não haja acordo entre as partes, a medida poderá entrar em vigor a partir de 3 de setembro.
Nos bastidores da cúpula, há expectativa de conversas entre autoridades brasileiras e representantes europeus para tratar do assunto. Também existe a possibilidade de um encontro entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, embora a reunião ainda não conste oficialmente na agenda divulgada pelo governo brasileiro.
