O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um jantar com jornalistas na noite de sábado (25), em Washington, após disparos serem ouvidos do lado de fora do evento. O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi preso no local e, segundo autoridades, admitiu após a detenção que pretendia atingir integrantes do governo.
O episódio ocorreu durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel da capital norte-americana e que reunia centenas de convidados, entre autoridades e profissionais da imprensa. Trump, o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio estavam presentes e foram retirados em segurança pelo Serviço Secreto.
De acordo com informações divulgadas pela emissora CBS News, Allen relatou aos policiais, após ser contido, que seu objetivo era atacar membros do governo. A emissora citou duas autoridades que falaram sob condição de anonimato. Ainda não há confirmação sobre quais autoridades seriam alvo direto da ação, mas a porta-voz Karoline Leavitt, apontou que o atirador tinha a intenção de “assassinar o presidente e matar o maior número possível de altos funcionários”.
Foto: Reprodução/ @thanosdimadis/ X
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Trump descreve episódio como um “momento traumático”
Em coletiva na Casa Branca, Trump afirmou não saber se o ataque teve motivação política, mas disse acreditar que poderia ser o alvo. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, declarou. Ele classificou o episódio como um “momento traumático” e elogiou a atuação dos agentes de segurança.
As autoridades informaram que o suspeito estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele trocou tiros com policiais ao ser interceptado em um posto de controle montado nas proximidades do salão principal. Um agente foi baleado durante a ação, mas não há registro de feridos entre os participantes do evento.
A procuradora federal Jeanine Pirro afirmou que Allen será indiciado na segunda-feira (27) por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a um agente federal. Segundo ela, “é claro, com base no que sabemos até agora, que esse indivíduo tinha a intenção de causar o máximo de danos e prejuízos que pudesse”.
O chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suspeito agiu sozinho e estava hospedado no mesmo hotel onde ocorria o jantar. O quarto foi isolado para investigação. Durante a madrugada, agentes do FBI também realizaram buscas em um endereço ligado a Allen em Torrance, na Califórnia.
Trump afirmou ainda que o autor do ataque era “uma pessoa muito doente e doida” e o classificou como um “lobo solitário”. O presidente destacou a rapidez da resposta das forças de segurança. “Eles agiram muito rapidamente. O suspeito foi pego na primeira linha de defesa”, disse.
Suspeito, identificado como Cole Tomas Allen (Foto: Reprodução/Truth Social)
Republicano volta a defender salão de festas “ultrassecreto” na Casa Branca
O presidente ainda voltou a defender a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, afirmando que a estrutura aumentaria a segurança de eventos oficiais. “O que aconteceu ontem à noite é exatamente a razão pela qual nossos grandes militares, serviços secretos, autoridades policiais e, por diferentes razões, todos os presidentes nos últimos 150 anos, têm exigido que um salão de baile grande, seguro e protegido seja construído no terreno da Casa Branca”, publicou na Truth Social.
O presidente afirmou ainda que o episódio “nunca teria acontecido com o salão de baile militarmente secreto atualmente em construção na Casa Branca”. Na mesma publicação o republicano ressaltou que “não se deve permitir que nada interfira na sua construção”.










