A guerra no Oriente Médio ampliou a pressão internacional sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo. Em meio às tensões, o governo do Irã afirmou no domingo (15) que pode discutir com outros países formas de garantir a circulação segura de navios pela região.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que diferentes governos já procuraram Teerã interessados em assegurar a travessia de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista ao programa “Face the Nation with Margaret Brennan”, da CBS News, ele afirmou que o país está disposto a dialogar com nações que desejem garantir a segurança de seus navios.
“Estamos abertos a países que quisessem conversar conosco sobre a passagem segura de seus navios”, disse o chanceler. Sem citar quais governos entraram em contato, ele acrescentou: “Fomos contatados por diversos países que desejam garantir a passagem segura de seus navios”.
Araghchi afirmou que a decisão sobre a navegação na região depende das forças militares iranianas. Segundo ele, já houve autorização para que embarcações de diferentes países atravessem a área com segurança. “Estamos garantindo a segurança da passagem deles”, afirmou.
Trump diz que países devem “cuidar” do Estreito de Ormuz
A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, afirmar no sábado (14) que Washington teria derrotado o Irã. Em publicação na rede Truth Social, ele escreveu: “Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — muito!”.
Donald Trump durante operação “Epic Fury”, que matou Ali Khamenei (Foto: Divulgação/ Casa Branca)
O bloqueio do Estreito de Ormuz, anunciado por Teerã após ofensivas dos EUA e de Israel, reduziu o fluxo de navios e provocou impacto no mercado internacional. Na última semana, o preço do barril de petróleo chegou a US$ 120, o maior nível desde 2022. A cotação recuou posteriormente, mas segue próxima de US$ 100 em meio à instabilidade na principal rota energética do Golfo.
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