O governo do presidente argentino Javier Milei proibiu, nesta quinta-feira (23), o acesso de jornalistas à Casa Rosada, em Buenos Aires, após alegar a existência de uma suspeita de “espionagem ilegal” envolvendo profissionais da imprensa. A decisão, classificada como preventiva, não tem prazo definido para ser revertida.
A medida foi anunciada pelo porta-voz Javier Lanari, que afirmou que a medida foi adotada após uma denúncia feita pela Casa Militar, responsável pela segurança da sede do governo. Segundo ele, como parte da restrição, o governo determinou a remoção do acesso por impressão digital de jornalistas credenciados.
“A decisão de remover as impressões digitais de jornalistas credenciados na Casa Rosada foi tomada como medida preventiva após uma denúncia da Casa Militar sobre espionagem ilegal. O único objetivo é garantir a segurança nacional”, afirmou Lanari.
O presidente argentino reagiu à publicação de Lanari afirmando que “o lixo impuro que se chama jornalista (95%) parece sempre desconhecer o princípio de ação e reação. Eles cometeram um crime e não é o único. Eles se consideram acima da lei e da Constituição”.
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Milei chama jornalistas de “escória imunda”
O episódio ocorre em meio a um ambiente de crescente tensão entre Milei e a imprensa. Na véspera, o presidente publicou nas redes sociais uma foto de dois jornalistas da emissora Todo Notícias (TN) e os chamou de “escória imunda”. Ele ainda acrescentou: “Eu adoraria ver essa escória imunda que possui credenciais de jornalista (95%) vir a público defender o que esses dois criminosos fizeram”.
A declaração, segundo a imprensa local, fazia referência a uma reportagem da TN que exibiu imagens do chefe de gabinete, Manuel Adorni, circulando pelos corredores da Casa Rosada.
Desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023, Milei tem protagonizado confrontos frequentes com a imprensa.










