O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (13) a Pequim para uma visita oficial ao presidente chinês, Xi Jinping, em um momento de tentativa de aproximação entre as duas das maiores potências da economia mundial, em discussões sobre temas estratégicos que têm tensionado a relação bilateral nos últimos anos.
A reunião marca o primeiro encontro bilateral entre os dois líderes desde a trégua comercial firmada em outubro de 2025. O governo norte-americano busca ampliar a presença de empresas dos Estados Unidos no mercado chinês e tentar consolidar novos canais de cooperação econômica entre as duas maiores potências do mundo.
Trump desembarcou acompanhado de executivos ligados aos setores de tecnologia, finanças e indústria. Entre os integrantes da comitiva estão Elon Musk, Tim Cook, Jensen Huang e Kelly Ortberg. O grupo também reúne representantes de empresas do mercado financeiro e da área de semicondutores, setores considerados estratégicos nas negociações entre Washington e Pequim.
Antes da viagem, Trump afirmou que pretende pedir a Xi Jinping mais abertura para empresas norte-americanas operarem na China. Em publicação na Truth Social, o republicano escreveu que pediria a Xi Jinping que “abra” a China para empresários dos EUA. O presidente americano também elogiou o líder chinês ao chamá-lo de “um líder de extraordinária distinção”.
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O governo chinês respondeu em tom diplomático. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, declarou que Pequim está disposta a ampliar a cooperação bilateral e administrar as diferenças existentes entre os dois países. “A China está disposta a colaborar com os Estados Unidos para ampliar a cooperação e administrar as diferenças”, afirmou.
Foto: Reprodução/ @WhiteHouse
A área de tecnologia deve ocupar parte importante da agenda. Integrantes do governo norte-americano demonstraram preocupação com o desenvolvimento chinês em inteligência artificial e defendem mecanismos de comunicação entre os dois países sobre o tema.
A agenda inclui reuniões reservadas, cerimônias oficiais e encontros institucionais. As reuniões entre os dois líderes ocorrem em meio às negociações sobre a continuidade da trégua comercial acertada em outubro do ano passado.
A situação de Taiwan também aparece como um dos assuntos da reunião. Pequim considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos mantêm apoio político e militar ao governo taiwanês. Nos últimos meses, Washington ampliou o fornecimento de armas para Taipei, medida criticada pelo governo chinês.
Na segunda-feira (11), Trump confirmou que pretende discutir o tema diretamente com Xi Jinping. “Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso. Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, afirmou o republicano na Casa Branca.
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A visita ocorre ainda em meio à guerra envolvendo Estados Unidos e Irã. Apesar da proximidade econômica entre chineses e iranianos, Trump afirmou antes do embarque que não pretende tratar do conflito no Oriente Médio com Xi Jinping.
“Eu não acho que precisamos de qualquer ajuda do Xi com o Irã. Eles farão a coisa certa ou nós terminaremos o trabalho”, declarou o presidente norte-americano ao deixar a Casa Branca.
Enquanto Trump viajava para Pequim, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone com o chanceler paquistanês, Ishaq Dar. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o governo chinês pediu ao Paquistão que intensifique os esforços diplomáticos relacionados ao conflito entre Washington e Teerã.










