O Vila Nova foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com multa de R$ 30 mil pelos incidentes ocorridos após a partida contra o Operário Ferroviário, válida pela 5ª rodada da Campeonato Brasileiro Série B.
A decisão foi tomada pela 2ª Comissão Disciplinar, que enquadrou o clube no Artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por não impedir desordens no estádio, como o lançamento de objetos. Apesar da infração, o tribunal optou por não aplicar a perda de mando de campo, que poderia chegar a até 10 partidas.
O atacante Berto, do Operário-PR, que denunciou um caso de racismo, foi suspenso por um jogo, mas teve a pena convertida em advertência. Já Jhan Pool Torres foi punido com uma partida de suspensão após atingir o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira, com uma garrafa.
Outro envolvido foi o gandula André Fabrete Matochoco, suspenso por 20 dias por atitude antidesportiva ao retardar a reposição de bola. O clube ainda recebeu multa adicional de R$ 2 mil pelo caso.
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A confusão no OBA
A confusão ocorreu após o confronto disputado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). O atacante Berto acusou um torcedor do Vila Nova de tê-lo chamado de “macaquinho” após o apito final. O jogador também afirmou que o ex-presidente do clube teria feito gestos racistas em sua direção.
Revoltado, o atleta discutiu com torcedores na área próxima às tribunas, o que contribuiu para o aumento da confusão no estádio.
O caso ganhou grande repercussão e foi analisado pelo STJD, que optou por aplicar sanções financeiras e esportivas, sem punições mais severas ao clube.









