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Vai entregar pra Chape? Atlético-GO afasta “mão amiga” ao Goiás

Administrador Por Administrador
19 de novembro de 2025
Em Esportes
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Vai entregar pra Chape? Atlético-GO afasta “mão amiga” ao Goiás

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A reta final da Série B costuma transformar declarações em combustível de arquibancada — e foi exatamente isso que aconteceu quando o presidente do Atlético-GO, Adson Batista, voltou a mirar seu arquirrival. Em meio à tensão que envolve a última rodada, o dirigente descartou qualquer possibilidade de ajudar o Goiás na luta pelo acesso e reacendeu uma rivalidade que já atravessa décadas do futebol goiano.

Com o Esmeraldino dentro do G4 e dependendo também do tropeço da Chapecoense, o duelo entre Chape e Atlético-GO ganhou um peso inesperado. Uma vitória ou até mesmo um empate do Dragão poderia deixar o Goiás ainda mais perto da Série A. Mas Adson tratou de esfriar qualquer expectativa esmeraldina. “Eu não vou torcer para o Goiás subir para a Série A, nem nessa e nem na próxima encarnação”, disparou, dando o tom do discurso que se seguiria.

Leia mais: Atlético-GO vira “juiz do acesso” e pode decidir destino do Goiás na última rodada
A fala não indica entrega, mas deixa claro que não existe clima para benevolência. Segundo o presidente, o Atlético vai a campo para defender seus próprios interesses e cumprir suas obrigações — nada além disso. O recado, direto e irônico, é que o Goiás não deve contar com ajuda de quem jamais esteve disposto a oferecê-la. Na visão do dirigente, responsabilidade pelo acesso é exclusiva do rival, que joga fora de casa contra o Remo.

Adson reforçou ainda que nada será feito fora das regras. Sem espaço para teorias de “sabotagem”, garantiu que a equipe será escalada dentro da normalidade, embora tenha ironizado o próprio retrospecto do clube: “Nós já temos dificuldade de ganhar o que interessa para nós. Imagina o que interessa pros outros?”, provocou. Em seguida, completou o recado final: “O Goiás que procure ganhar o seu jogo, que faça a parte dele. Já teve chance de ser campeão da Série B; não venha imputar ao Atlético qualquer insucesso.”

O clima para a rodada final é de alta voltagem. Enquanto o Remo disputa diretamente a vaga com Goiás, Criciúma e Chapecoense, o Atlético-GO entra em campo como peça-chave do quebra-cabeça — mesmo sem nada em jogo para si. Cada resultado pode alterar o desenho do acesso, e cada fala amplifica o peso emocional da rodada.

É a fase do campeonato em que rivalidades deixam de ser apenas memória e se tornam narrativa ativa. No meio disso tudo, o Goiás tenta transformar matemática em esperança; a Chapecoense joga sua sobrevivência na elite; e o Atlético, mesmo sem intenção de “ajudar” ninguém, acaba novamente influenciando o destino de quem ainda sonha.

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