A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra continuará presa. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora, que está detida preventivamente desde o dia 21 de maio no âmbito de uma investigação que apura suposto envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi tomada após análise de um habeas corpus apresentado pelos advogados de Deolane. A defesa argumentava que não existiriam elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva e defendia a adoção de medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico e restrições de contato com outros investigados.
Os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto entenderam que não cabe uma intervenção do STJ neste momento porque outros pedidos de liberdade para a influenciadora estão pendentes de análise nas instâncias inferiores.
Os advogados de Deolane sustentam que ela não possui envolvimento com organizações criminosas e afirmam que as acusações serão contestadas ao longo do processo. A defesa também argumenta que a influenciadora possui residência fixa, atividade profissional conhecida e não representa risco às investigações, além de ser mãe e o filho ser menor de idade.
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O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, destacou a gravidade dos fatos e disse que, apesar dela ser mãe de menor de 12 anos, isso não garante automaticamente a liberdade ou prisão domiciliar.
Ribeiro Dantas afirmou que a decisão que autorizou a prisão está devidamente fundamentada e não há elementos que justifiquem uma revisão, neste momento pelo STJ, que deve aguardar a análise pelas instâncias responsáveis.
“As condições pessoais favoráveis, alegada ausência de risco de fuga e retorno espontâneo ao Brasil, não são suficientes para afastar os elementos suficientes para afastar a necessidade da custódia quando presentes elementos objetivos que recomendam a manutenção nem autorização substituição por medidas alternativas em contexto de atuação organizada e risco de reiteração”, afirmou.
Com a negativa do STJ, a influenciadora permanece custodiada enquanto o caso segue em tramitação na Justiça. O processo corre sob sigilo, e novas decisões poderão ocorrer à medida que as investigações avancem e o Judiciário analise os próximos recursos apresentados pela defesa.
Deolane e o PCC
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público paulista, a influenciadora teria atuado em um esquema de movimentação e ocultação de recursos supostamente ligados à facção criminosa. Os investigadores apontam que empresas utilizadas pela advogada teriam sido usadas para dissimular valores provenientes de atividades ilícitas.
A prisão aconteceu durante uma operação realizada no mês passado. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que agora integram o inquérito. As apurações também alcançam pessoas próximas à influenciadora e empresas ligadas ao seu grupo familiar.


