Um dos casos criminais mais marcantes da história de Goiás, a violência sofrida por Lucélia Rodrigues da Silva ainda revela aspectos pouco conhecidos pelo público, entre eles, episódios de abuso sexual. Aos 30 anos, ela trouxe novos detalhes em entrevista à Jovem Pan News 105.7 FM.
Segundo Lucélia, além das mutilações na língua, dedos e outras partes do corpo, a agressora também a submetia a abusos e situações que descreve como “macabras”.
“Naquela época eu era muito pequena e tinha vergonha de falar sobre certos assuntos. Hoje entendo que isso faz parte da minha história. Houve abusos sexuais e coisas horrorosas naquele lugar, como ela beber o meu sangue”, relatou.
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Os crimes vieram à tona em 2008, quando Lucélia tinha 12 anos. Ela vivia na casa de cuidadores, no Setor Marista, em Goiânia.
De acordo com o relato, a agressora dizia que ela seria “filha do demônio”, usando essa justificativa para as constantes agressões. “Eu perguntava por que ela fazia aquilo comigo, e ela dizia que eu era filha do demônio e precisava sofrer”, contou à reportagem.
Sobrevivente de tortura em Goiânia revela abusos sexuais e detalhes inéditos 17 anos após o crime. Foto: Reprodução/ Reprodução e Captura de tela/Youtube/ Jovem Pan News 105.7 FM
Relembre o caso da sobrevivente
Lucélia foi encontrada acorrentada em um apartamento no Setor Marista, em Goiânia, no dia 15 de março de 2008. O resgate ocorreu após a Polícia Civil ser acionada por um vizinho, que desconfiou da situação.
No local, os policiais encontraram a adolescente amarrada, amordaçada e em condições extremamente degradantes. Ela apresentava cortes na língua e hematomas nos dedos, provocados por alicate. A brutalidade do caso chocou Goiás e ganhou repercussão nacional.
Atualmente, Lucélia é casada, mãe de três filhos, e atua como escritora e missionária evangélica. Ela também realiza palestras em diversas cidades goianas, onde compartilha sua história com outras mulheres.










