O rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão Lucas estão na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o braço financeiro do Comando Vermelho. Até o momento, os três são considerados foragidos.
Nessta quarta-feira (29), a Polícia Civil deflagrou mais uma fase da Operação Contenção. O objetivo é desarticular o esquema responsável por movimentar e esconder dinheiro vindo do tráfico de drogas.
Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estrutura organizada para fazer o dinheiro ilícito circular no sistema financeiro formal. De acordo com a Polícia Civil, os valores eram fragmentados em contas de terceiros, usados para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação patrimonial.
O pai de Oruam, Marcinho VP, também foi alvo de mandado de prisão, mas já está detido desde 1996.
Como funcionava o esquema
As apurações, que duraram cerca de um ano, indicam que lideranças da facção repassavam recursos do tráfico para operadores financeiros. Esses intermediários ficavam responsáveis por “pulverizar” o dinheiro, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
A polícia afirma que identificou movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforça a suspeita de origem ilegal dos valores.
Durante a operação, foi preso um dos principais suspeitos de atuar como operador financeiro do esquema: Carlos Alexandre Martins da Silva.
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Balanço da operação
A Operação Contenção já apresenta números expressivos. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mais de 300 pessoas foram presas desde o início das ações. Além disso, 136 suspeitos morreram em confrontos, e cerca de 470 armas foram apreendidas — incluindo 190 fuzis e mais de 51 mil munições.
A corporação afirma que a ofensiva tem como foco enfraquecer a estrutura financeira, logística e operacional da principal facção criminosa do estado.








