O piloto Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, foi sepultado neste sábado (5), em Campo Grande (MS), em uma cerimônia marcada pela emoção e por homenagens de familiares, amigos e colegas da aviação. A despedida ocorreu um dia após o acidente aéreo que vitimou Henrique e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos.
Durante o velório, familiares lembraram Henrique como um profissional experiente, apaixonado pela aviação e dedicado à profissão. Segundo parentes, ele acumulava anos de experiência como piloto, havia atuado como instrutor de voo e, recentemente, trabalhava na empresa Amapil Táxi Aéreo.
Um dos familiares destacou que Henrique conhecia bem a aeronave e tinha ampla experiência na atividade. “Ele era apaixonado pela aviação, tinha muita experiência e era extremamente inteligente. Não acreditamos que tenha cometido qualquer erro”, afirmou.
Henrique deixa esposa e uma filha de seis anos.
Acidente aconteceu poucos minutos após a decolagem
A tragédia ocorreu na manhã de sexta-feira (4), poucos minutos depois da decolagem do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. O avião, um bimotor modelo Seneca, seguia para a região do Pantanal, em Aquidauana, quando caiu em uma área de mata nas proximidades da capital sul-mato-grossense.
Além do piloto, estava a bordo a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre a fauna do Pantanal, especialmente sobre tamanduás. Ela participava de projetos científicos voltados à conservação da biodiversidade brasileira.
A aeronave ficou completamente destruída com o impacto. Equipes do Corpo de Bombeiros localizaram os destroços em uma área de difícil acesso, e as duas vítimas morreram no local.
Investigação continua
As causas do acidente ainda são desconhecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já iniciou a apuração e recolheu motores, hélices e outros componentes da aeronave para perícia.
Entre os fatores que serão analisados estão as condições meteorológicas registradas no momento da decolagem. Na manhã do acidente, havia forte neblina em Campo Grande, o que pode ter reduzido a visibilidade. No entanto, as autoridades reforçam que ainda não é possível apontar qualquer causa para a queda.
A aeronave estava com a documentação regular e possuía autorização para voos por instrumentos, modalidade utilizada justamente em situações de baixa visibilidade.
A morte de Henrique Martin e Lydia Theresia Möcklinghoff causou comoção entre profissionais da aviação e pesquisadores ambientais. Enquanto familiares prestam as últimas homenagens às vítimas, a expectativa agora é pela conclusão do laudo do Cenipa, que deverá esclarecer o que provocou a tragédia.
Saiba Mais
Ex-esposa do goleiro Bruno desaparece após deixar carta que relata ameaças
O post Piloto é enterrado após tragédia aérea em Campo Grande (MS) apareceu primeiro em O Hoje.

