Com o fim das chuvas, Goiás passa pela troca de estações, dando início ao período de seca no Estado. Esse momento do ano, para os goianos, é de alerta quanto às queimadas e incêndios que ocorrem, tanto em áreas florestais e urbanas. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO), já foram registradas 101 ocorrências de incêndio, mesmo com as chuvas, neste ano. Por conta disso, o governo estadual instituiu o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, das Queimadas e dos Incêndios Florestais (PPCDQIF).
A expectativa da corporação é conseguir reduzir os números com as ações propostas. Os dados de 2025 mostram que Goiás registrou 12 mil ocorrências de incêndios, sendo 4 mil classificadas como incêndio florestal. Com isso, o PPCDQIF funcionará como um instrumento de planejamento ambiental com o objetivo de prevenir, controlar e monitorar esses eventos em Goiás, concentrando-se na diminuição da perda de vegetação nativa e das emissões relacionadas à alteração do uso do solo.
Segundo o CBM-GO, a expectativa para este ano é positiva no sentido de conter a escalada das ocorrências, mas isso depende da continuidade das ações preventivas e da colaboração da sociedade. Eles destacam o resultado obtido em 2025, quando houve redução de 86% nas queimadas nas áreas dos parques estaduais protegidas pela Coordenação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás.
Ações 2026
Para o período de estiagem neste ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado irá atuar com a Operação Cerrado Vivo, que é um planejamento específico para a estiagem no bioma Cerrado. Além de seguir com as ações de prevenção do PPCDQIF.
A operação é coordenada por especialistas em combate a incêndio florestal, o que permite à Corporação planejar, elaborar e executar de maneira estratégica as ações de prevenção, preparação e resposta. Essas atividades são realizadas em colaboração com outros órgãos, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com a alocação de efetivo operacional ao longo de todo o período crítico.
Já no sentido de preservação, o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, das Queimadas e dos Incêndios Florestais, parte do entendimento de que o desmatamento, as queimadas e os incêndios florestais estão diretamente relacionados e, por isso, demandam uma atuação integrada do poder público.
Entre as principais medidas estão o aprimoramento do monitoramento da cobertura vegetal, o aumento da responsabilização por infrações ambientais e a criação de instrumentos normativos e econômicos voltados a estimular a conservação e a recuperação de áreas degradadas. O plano também contempla o fortalecimento de áreas protegidas e a destinação adequada de terras públicas, como forma de reduzir a pressão sobre remanescentes de vegetação nativa.
Outro eixo é a integração entre os entes federativos, com a intensificação da atuação conjunta entre Estado, municípios e União. Nesse contexto, o PPCDQIF reúne ações que contribuem para o cumprimento das metas nacionais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, alinhadas aos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris e em outras convenções internacionais voltadas à proteção da biodiversidade e ao combate à desertificação.
Cuidados da população para incêndios
O Corpo de Bombeiros recomendou algumas ações e cuidados para os momentos de maior risco de incêndio. De acordo com a corporação, o cuidado principal é não fazer queimadas, evitar fogueiras e, se forem necessárias, apagá-las completamente e manter aceiros e limpeza ao redor das propriedades, porque qualquer faísca pode evoluir rapidamente em um cenário de tempo seco e vento. Em ambos os casos, a prevenção é decisiva, e ao menor sinal de fumaça ou princípio de incêndio, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e não tentar controlar o fogo sem segurança.
Caso presenciei o início de um incêndio, disque 193 para acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás.
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