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Operação mira esquema de venda de vagas na saúde pública em Goiás

Administrador Por Administrador
7 de abril de 2026
Em Cidades
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Operação mira esquema de venda de vagas na saúde pública em Goiás

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A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (7), a operação “Mercancia Torpe”, com foco no combate a um esquema de comercialização de vagas no sistema público de saúde. A ação, coordenada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), cumpre 52 mandados judiciais, entre eles 6 prisões temporárias, 17 buscas e apreensões, 5 afastamentos de servidores e 24 quebra de sigilos bancário e fiscal.

As investigações apontam a existência de um grupo que atuava na inserção irregular de pacientes nos sistemas de regulação médica estadual e municipal. Em troca de pagamento, usuários eram incluídos ou tinham prioridade alterada nas filas para realização de cirurgias, exames e consultas, que deveriam ser oferecidos de forma gratuita.

De acordo com o delegado Danilo Victor Nunes, responsável pelo caso, o esquema envolvia servidores públicos da área da saúde em Goiânia e em pelo menos oito municípios do interior. “Evidenciou-se uma verdadeira mercancia de vagas no sistema de saúde, para a realização de procedimentos cirúrgicos, exames médicos e consultas médicas também, os quais deveriam ser de acesso gratuito que deveriam ser universais sendo tratados como produto”, afirmou.

Operação é um desdobramento de uma investigação que aconteceu em 2023
A operação é um desdobramento de uma investigação anterior, que já havia identificado operadores do esquema e resultou em prisões em 2023. Nesta nova fase, o foco recai sobre outros agentes públicos suspeitos de participação nas fraudes, que atingem diretamente os sistemas SERVIR e SISREG.

Foto: Divulgação/PC-GO
Segundo a Polícia Civil, a prática causava impacto direto na população, ao sobrecarregar o sistema e favorecer quem podia pagar. Pacientes que seguiam o fluxo regular enfrentavam maior tempo de espera, enquanto outros avançavam de forma irregular na fila.

Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Região Metropolitana e cidades do interior, como Catalão, Goianira e Senador Canedo. Ao todo, 24 pessoas são investigadas nesta etapa.

Os suspeitos podem responder por crimes como falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa.

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