O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) a Operação Convergência Nacional – Goiás, com o objetivo de desarticular uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava na região do Entorno do Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia.
A operação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos de diversos estados no enfrentamento às facções criminosas em todo o país.
Investigação aponta atuação em Formosa e região
Segundo o MPGO, as investigações identificaram a atuação de integrantes e colaboradores da facção nos municípios de Formosa e cidades vizinhas, onde o grupo buscava ampliar sua influência territorial e social.
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De acordo com os investigadores, os suspeitos monitoravam ações das forças de segurança, planejavam a distribuição de drogas entre pontos de venda e articulavam a aquisição de armas de fogo para fortalecer as atividades criminosas.
Distribuição de brinquedos era usada para aproximação com comunidades
Foto: Divulgação
As apurações também apontaram que integrantes do grupo promoviam a distribuição de brinquedos e presentes para crianças em determinadas localidades.
Segundo o Ministério Público, a prática era utilizada como estratégia de cooptação social e aproximação com moradores das comunidades onde a organização buscava consolidar sua atuação.
Ainda conforme as investigações, as ações seriam supervisionadas por integrantes da facção que residem em outros estados.
Crimes investigados
Os elementos reunidos durante a investigação apontam indícios da prática de crimes relacionados ao crime organizado, associação para o tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de capitais.
O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à análise técnica para subsidiar o avanço das investigações e o oferecimento de denúncias à Justiça.
Operação teve apoio de forças de segurança
A ação contou com apoio da Polícia Militar de Goiás, Polícia Penal de Goiás, dos Gaecos dos Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Distrito Federal, além da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Distrito Federal.
As investigações seguem sob sigilo.


