A mãe da menina de 8 anos atacada por uma onça-parda durante uma trilha em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, foi a primeira a correr para salvar a filha após o ataque. O relato foi feito pelo pai da criança em entrevista à TV Anhanguera.
Segundo o pai, a mãe estava logo atrás da filha no momento em que o animal saiu da vegetação e avançou contra a criança.
“A mãe dela, por estar bem próxima, ela vinha logo após a Raíssa, ela voou, ela correu em direção à Raíssa, gritando forte. Foi ela quem espantou o animal de cima da minha filha”, contou.
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O ataque aconteceu no dia 14 de maio, quando a família retornava de uma cachoeira na Fazenda Volta da Serra. A menina sofreu ferimentos no rosto e foi encaminhada inicialmente ao Hospital Municipal de Alto Paraíso. Depois, acabou transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, onde passou por cirurgia plástica. Segundo a TV Anhanguera, ela recebeu alta nesta terça-feira (19).
O ataque aconteceu no dia 14 de maio, quando a família retornava de uma cachoeira na Fazenda Volta da Serra Foto: Reprodução/Instagram
Onça saiu da mata e atacou criança em segundos
O pai descreveu que a onça-parda surgiu de uma vegetação rasteira e atacou rapidamente a criança.
“A onça saiu de uma vegetação rasteira e foi diretamente em direção à minha filha. Foi tudo extremamente rápido. O animal agarrou a Raíssa pelo rosto com as patas e arremessou ela no chão”, relatou.
Segundo ele, mesmo após a família conseguir afastar o animal, a onça continuou perseguindo o grupo até a chegada de um funcionário da fazenda.
“Mesmo após conseguirmos afastar o animal, ela ainda continuou nos perseguindo e quando corríamos ela vinha e dava umas passadas e se abaixava, com o olhar focado na gente”, disse.
O funcionário tentou afastar o animal jogando um pedaço de madeira e, depois, uma mochila. Segundo o pai da criança, somente então a onça fugiu definitivamente.
A Fazenda Volta da Serra informou que o Plano de Atendimento a Emergências foi acionado logo após o ataque e que a visitação no local permanece temporariamente suspensa para análise técnica do caso.
O proprietário da fazenda, Lauro Jurgeaitis, afirmou que nunca havia registrado um ataque semelhante em mais de 30 anos de atuação com ecoturismo na região.
A Polícia Civil investiga o caso.








