• Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco
News GYN
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos
Sem Resultado
Ver todos os resultados
News GYN
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Governo avalia incluir canetas emagrecedoras no SUS para ampliar tratamento da obesidade

Administrador Por Administrador
24 de junho de 2026
Em Cidades
0
governo-avalia-incluir-canetas-emagrecedoras-no-sus-para-ampliar-tratamento-da-obesidade

Governo avalia incluir canetas emagrecedoras no SUS para ampliar tratamento da obesidade

0
AÇÕES
0
VISUALIZAÇÕES
Share on FacebookShare on Twitter

O Ministério da Saúde avalia a incorporação da semaglutida (Wegovy) ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de adultos com obesidade grave e alto risco cardiovascular. A análise é conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e pode ampliar o acesso a um medicamento de última geração voltado não apenas à redução de peso, mas também à prevenção de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

A semaglutida é um análogo sintético do hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo organismo. O medicamento atua em duas frentes: no cérebro, regulando os centros de saciedade e reduzindo o apetite; e no estômago, retardando o esvaziamento gástrico. O mecanismo faz com que o paciente sinta menos fome e alcance a saciedade com menores quantidades de alimento, contribuindo para a diminuição da ingestão calórica.

Funcionamento do medicamento

Especialistas ressaltam, contudo, que o medicamento não deve ser utilizado de forma isolada. O subsecretário de Saúde do Rio de Janeiro, Renato Cony, afirma que a medicação apresenta “baixa eficácia” quando utilizada sem acompanhamento complementar, destacando a necessidade de um atendimento multiprofissional que inclua prática de atividade física e suporte nutricional.

O endocrinologista Matheus Felipe destaca que a eventual incorporação da semaglutida ao SUS ampliaria as possibilidades terapêuticas para pessoas com obesidade. Segundo o especialista, o sistema público já oferece a cirurgia bariátrica como alternativa para casos mais graves, mas a inclusão do medicamento representaria mais uma ferramenta de tratamento. “O SUS já disponibiliza a cirurgia bariátrica para pacientes com obesidade. A semaglutida surge como uma opção terapêutica importante, que pode auxiliar no controle da doença e ampliar as possibilidades de cuidado, especialmente para pacientes que não têm indicação imediata para a cirurgia ou que podem se beneficiar de uma abordagem clínica”, afirma.

Incorporação em análise

A discussão sobre a incorporação do Wegovy ao SUS é marcada por avaliações técnicas e econômicas. Em 2025, a Conitec rejeitou uma proposta anterior devido ao impacto financeiro estimado em até R$ 8 bilhões, uma vez que o pedido previa um público muito mais amplo. Em uma nova tentativa, a farmacêutica Novo Nordisk apresentou uma proposta reformulada, com desconto de 59% em relação à oferta anterior.

A análise atual foi iniciada em maio de 2026 e tem prazo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, para a emissão de um parecer definitivo. Como parte do processo de avaliação, o Ministério da Saúde iniciou um estudo com 250 pacientes no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é verificar se o medicamento pode preparar pacientes para a cirurgia bariátrica ou até mesmo reduzir a necessidade do procedimento.

Experiências regionais

Enquanto o governo federal analisa a possível incorporação nacional, alguns estados e municípios já adotaram iniciativas próprias. Em março de 2026, Goiás aprovou um protocolo voltado para jovens de 12 a 21 anos diagnosticados com obesidade. A medida foi fundamentada na necessidade de tratar a doença de forma precoce, buscando evitar complicações crônicas na vida adulta.

No modelo adotado em Goiás, o acesso ao tratamento está condicionado à participação do paciente em um programa de acompanhamento multiprofissional. O protocolo também prevê a interrupção do tratamento caso as metas de perda de peso não sejam atingidas. Além de Goiás, o Rio de Janeiro estruturou um programa para atender 3 mil pacientes, inicialmente com foco em pessoas com diabetes, enquanto o Distrito Federal está na fase final de elaboração de protocolos clínicos para aquisição do medicamento.

Leia também:

Canetas emagrecedoras causam pedra na vesícula? Médico explica o que realmente aumenta o risco

Público-alvo e evidências

A proposta atualmente em análise pela Conitec estabelece critérios de elegibilidade mais restritos para garantir melhor relação entre custo e benefício. O público-alvo é composto por adultos com mais de 45 anos, sem diabetes, com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 40 e histórico comprovado de infarto.

O recorte é sustentado pelos resultados do estudo SELECT, realizado com mais de 17 mil participantes. A pesquisa apontou que o uso de 2,4 mg de semaglutida reduziu em 20% o risco combinado de morte cardiovascular, infarto e AVC em pessoas com obesidade e doença cardíaca estabelecida.

Custos e impacto no SUS

O custo do medicamento permanece no centro do debate. A Novo Nordisk sugeriu valores entre R$ 396,88 e R$ 764,64 por dose, a depender da apresentação. A estimativa é de que o impacto anual para o SUS fique entre R$ 500 milhões e R$ 650 milhões. Gestores da saúde argumentam, entretanto, que o investimento pode ser compensado pela redução de internações e procedimentos de alta complexidade.

Dados técnicos da Conitec indicam que as complicações relacionadas à obesidade geram elevados custos ao sistema público de saúde. Um único episódio de AVC custa R$ 57.910,20. Uma cirurgia de revascularização do miocárdio tem custo de R$ 41.185,34. Já o tratamento por diálise supera R$ 72 mil no primeiro ano.

Acesso e equidade

Diante desse cenário, especialistas, entre os quais a endocrinologista Maria Fernanda Barca, defendem que a ampliação do acesso ao tratamento representa uma medida de equidade, ao possibilitar que a população de baixa renda tenha acesso a uma alternativa clínica moderna além da cirurgia bariátrica.

A expectativa agora está concentrada na conclusão do estudo realizado no Rio Grande do Sul e na decisão da Conitec sobre a incorporação da semaglutida ao SUS.

O post Governo avalia incluir canetas emagrecedoras no SUS para ampliar tratamento da obesidade apareceu primeiro em O Hoje.

Postagem Anterior

Prefeitura inicia obras para conter erosão na Marginal Botafogo em Goiânia

News GYN

© 2026 News GYN - Todos os direitos reservados.

Menu

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato

Redes Sociais

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos

© 2026 News GYN - Todos os direitos reservados.