Uma funcionária do setor financeiro de uma empresa localizada no Setor Marista, em Goiânia, foi presa suspeita de desviar mais de R$ 137 mil das contas da empresa e utilizar o cartão corporativo para compras particulares e aquisição de passagens aéreas.
A prisão ocorreu na última quarta-feira (3), poucas horas antes de a investigada embarcar em um voo com destino ao Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ela já havia realizado o check-in quando foi localizada e presa por equipes do 8º Distrito Policial.
De acordo com as investigações, a funcionária teria se aproveitado do cargo exercido no setor financeiro para realizar diversas transferências bancárias sem autorização da empresa. Os levantamentos apontam que aproximadamente R$ 135,6 mil foram enviados para a conta do pai da suspeita e outros R$ 1,7 mil para a conta da mãe.
Além das transferências, a investigada é suspeita de utilizar recursos da empresa para compras pessoais, incluindo aquisição de aparelhos eletrônicos, compras em plataformas digitais e emissão de passagens aéreas nacionais e internacionais com o cartão corporativo.
Tentativa de compra após investigação
Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação ganhou força após a empresa identificar movimentações financeiras suspeitas e denunciar o caso à Polícia Civil.
As apurações indicam ainda que a funcionária teria tentado realizar uma nova compra no valor aproximado de R$ 7,8 mil em uma plataforma de comércio eletrônico no dia 2 de junho, mesmo após ter sido intimada e tomar conhecimento formal da investigação policial.
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Para a Polícia Civil, a situação reforça os indícios de reiteração criminosa e justificou o pedido de conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
Prisão preventiva
No pedido encaminhado à Justiça, a Polícia Civil argumentou que havia risco concreto de fuga, já que a investigada possuía passagem aérea comprada para o Rio de Janeiro e foi detida momentos antes do embarque.
Os investigadores também apontaram que a suspeita teria procurado a empresária para pedir a retirada da ocorrência policial e tentar convencê-la a desistir da denúncia, circunstância considerada uma possível tentativa de interferência na investigação.
Diante dos elementos reunidos, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a eventual participação de outras pessoas e buscar a recuperação dos valores desviados.


