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Família de jovem autoriza doação de órgãos na Santa Casa em Goiânia; pacientes de Goiás, Brasília e Acre serão beneficiados

Administrador Por Administrador
9 de maio de 2026
Em Cidades
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Família de jovem autoriza doação de órgãos na Santa Casa em Goiânia; pacientes de Goiás, Brasília e Acre serão beneficiados

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A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia realizou nesta sexta-feira (8) uma captação múltipla de órgãos, a primeira registrada pela unidade hospitalar desde 2012. O procedimento ocorreu após a autorização da família de uma jovem que teve morte encefálica confirmada conforme protocolo previsto na legislação brasileira.

Segundo a instituição, a decisão da família atendeu a um desejo manifestado pela própria paciente ainda em vida. A captação mobilizou equipes médicas, profissionais de enfermagem, psicologia hospitalar e centrais de transplantes.

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Antes do procedimento, profissionais da unidade e familiares participaram de uma homenagem nos corredores do hospital. O momento contou com aplausos e balões verdes, símbolo da doação de órgãos.

Nesta captação, coração, fígado, rins e córneas foram destinados a pacientes que aguardavam na fila de transplantes. Parte dos órgãos permaneceu em Goiás. Outros foram encaminhados para Brasília e Acre.

Operação mobilizou equipes e centrais de transplantes
De acordo com o médico transplantador da Regional Goiás, Duilio Rezende, o processo envolve uma operação técnica e logística que começa após a confirmação da morte encefálica e da autorização da família.

Segundo ele, a captação exige cumprimento de etapas legais, realização de exames e acionamento das centrais estadual e nacional de transplantes. Além disso, equipes de diferentes estados participam da distribuição dos órgãos para garantir que eles cheguem aos receptores dentro do prazo adequado.

O superintendente técnico da Santa Casa, Pedro Ivandosvick, afirmou que a doação possibilitou uma nova oportunidade para pacientes que aguardavam na fila de transplantes.

Já a coordenadora da UTI, Marina Fonseca, informou que o acolhimento à família ocorreu desde o início do protocolo de morte encefálica. Segundo ela, todas as etapas foram acompanhadas pelos familiares antes da autorização para a doação.

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Família e profissionais destacam importância da doação
A psicóloga hospitalar Ana Clara Firmiano acompanhou a paciente e os familiares durante a internação. Segundo ela, o trabalho da equipe buscou oferecer acolhimento e auxiliar na compreensão das informações médicas ao longo do processo.

A gerente de enfermagem, Vanessa Heleno, afirmou que o procedimento marcou a equipe assistencial da unidade. Ela destacou a participação dos profissionais durante a homenagem realizada antes da captação.

A prima da paciente, Erica dos Santos, afirmou que a família decidiu manter vivo o desejo da jovem de ajudar outras pessoas. Segundo ela, a decisão foi tomada mesmo diante do período de luto enfrentado pelos familiares.

Foto: Divulgação
Brasil registra aumento nos transplantes
Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos apontam que o Brasil registrou recorde de transplantes em 2025, com mais de 31 mil procedimentos realizados no país.

Apesar do avanço, a recusa familiar ainda representa um dos principais desafios para as equipes de saúde. Segundo levantamento da entidade, cerca de 45% das famílias brasileiras ainda não autorizam a doação de órgãos após a confirmação da morte encefálica.

Atualmente, milhares de pessoas aguardam por transplantes no país. Conforme a legislação brasileira, mesmo quando a pessoa manifesta em vida o desejo de ser doadora, a autorização final depende da família.

A superintendente-geral da Santa Casa, Irani Ribeiro, afirmou que decisões como a da família reforçam a importância do debate sobre a doação de órgãos e o impacto desse gesto para pacientes que aguardam na fila de transplantes.

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