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Exclusivo: vídeos e documentos da defesa de João Lucas contestam versão da Polícia Civil sobre homicídio em Goiás

Administrador Por Administrador
17 de junho de 2026
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O HOJE teve acesso com exclusividade a vídeos, áudios, mensagens e documentos apresentados pela defesa de João Lucas à Justiça e à Polícia Civil. Segundo o advogado Luiz Gonzaga, o material reúne elementos que colocam em dúvida pontos da acusação que sustenta a prisão do investigado no caso que resultou na morte do motorista da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos.

João Lucas foi preso no âmbito das investigações que apuram a morte do servidor. A Polícia Civil aponta que o investigado teria participado da ação que culminou no crime, prestando apoio a Flávio Lourenço de Oliveira, filho da vítima e autor confesso do homicídio. Entre os elementos apurados pela investigação está a suspeita de que João Lucas teria auxiliado na obtenção da arma utilizada no crime e dado suporte à execução da ação.

A defesa contesta essa versão e afirma que os materiais anexados ao processo apresentam uma cronologia incompatível com parte da narrativa utilizada para sustentar a acusação.

João Lucas (dir.), investigado no caso da morte do servidor da Polícia Civil, João Lourenço de Oliveira (esq.), foi preso durante as investigações. A defesa contesta a participação atribuída ao investigado e apresentou novos elementos à Justiça e à Polícia Civil
Segundo Luiz Gonzaga, um dos principais elementos é um conjunto de imagens de monitoramento obtidas pela defesa. Os vídeos, aos quais O HOJE teve acesso, mostrariam João Lucas na residência da namorada durante a manhã do dia em que o crime ocorreu.

De acordo com o advogado, a versão atribuída a Flávio indica que João Lucas teria sido buscado ainda nas primeiras horas do dia para participar da dinâmica que antecedeu o homicídio. As imagens apresentadas pela defesa, porém, apontariam para uma situação diferente.

“Conforme a narrativa apresentada, João Lucas teria sido buscado por volta das 7 horas da manhã. No entanto, nós temos imagens que mostram ele na residência da namorada até aproximadamente 9h45. Além disso, existem testemunhas que podem confirmar essa versão”, afirmou Gonzaga.

O advogado informou que o material já foi anexado ao processo e encaminhado às autoridades responsáveis pela investigação. A defesa também solicitou que a Polícia Civil faça a coleta oficial das imagens diretamente da fonte original para garantir a autenticidade do conteúdo.

“A nossa preocupação é que esse material seja analisado tecnicamente. Por isso pedimos que a polícia faça a extração das imagens diretamente do equipamento responsável pelas gravações”, disse.

“O que a defesa busca demonstrar é que existem elementos que precisam ser analisados antes de qualquer conclusão definitiva. Há imagens, testemunhas e registros que, na nossa avaliação, merecem ser considerados dentro da investigação”, afirma o advogado Luiz Gonzaga.

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O advogado também afirma que João Lucas nega qualquer participação na obtenção da arma utilizada no crime.

“O João Lucas não reconhece que tenha providenciado, alugado ou intermediado arma de qualquer natureza. Essa é a posição dele desde o início”, afirmou.

Gonzaga reconhece que Flávio confessou o homicídio e que as circunstâncias do caso continuam sendo apuradas pelas autoridades. No entanto, sustenta que a participação atribuída a João Lucas ainda precisa ser confrontada com todos os elementos reunidos durante a investigação.

“Existe uma confissão e ela precisa ser analisada dentro do conjunto de provas. A investigação está em andamento e cabe às autoridades esclarecer exatamente o que aconteceu. O que a defesa sustenta é que João Lucas nega ter participado dos fatos da forma como foi narrado”, disse.

A defesa também evita antecipar conclusões sobre a acusação de que João Lucas teria prestado apoio logístico à ação criminosa.

“A acusação aponta que João Lucas teria dado apoio à ação e permanecido na segurança do local. Essa é uma questão que ainda será objeto de apuração e comprovação durante o processo. O que a defesa está demonstrando neste momento são inconsistências que entendemos existir na narrativa apresentada e elementos que precisam ser considerados pelas autoridades”, afirmou Gonzaga.

Os documentos, vídeos, mensagens e áudios apresentados pela defesa já foram encaminhados à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, segundo informou o advogado. Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades sobre os novos elementos apresentados no processo.

Em resposta à reportagem, a Polícia Civil informou apenas que “a investigação está em andamento com todas as diligências sendo realizadas”.

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