newsgyn
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Login
News GYN
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos
Sem Resultado
Ver todos os resultados
newsgyn
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Dormir virou negócio: como a crise do sono alimenta um mercado bilionário

Administrador Por Administrador
22 de janeiro de 2026
Em Cidades
A A
dormir-virou-negocio:-como-a-crise-do-sono-alimenta-um-mercado-bilionario

Dormir virou negócio: como a crise do sono alimenta um mercado bilionário

Nunca se falou tanto em autocuidado. E, paradoxalmente, nunca se dormiu tão mal. Entre millennials e a geração Z, o sono deixou de ser apenas uma necessidade biológica para se tornar um problema cotidiano – e, cada vez mais, um ativo econômico. A dificuldade para descansar, agravada pela hiperconectividade, pela pressão por performance e pela fragmentação do tempo, alimenta um setor bilionário: a economia do sono, que cruza saúde, tecnologia, comportamento e consumo.

No Brasil, cerca de 72% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A insônia lidera os diagnósticos e se manifesta na dificuldade de iniciar ou manter o sono, além de despertares precoces, comprometendo funções cognitivas, humor, produtividade e saúde mental. Globalmente, estima-se que 45% das pessoas enfrentem episódios de insônia ao longo da vida, enquanto ao menos 15% convivem com formas crônicas do problema.

Gerações exaustas e a normalização do cansaço
O cansaço deixou de ser exceção e passou a definir a experiência cotidiana de jovens adultos. Jornadas de trabalho fragmentadas, disponibilidade permanente, consumo excessivo de telas e pressão por desempenho criam um cenário de exaustão contínua. Não por acaso, o filósofo Byung-Chul Han cunhou o termo “sociedade do cansaço”, hoje amplamente incorporado ao debate público.

Em 2024, o Dicionário Oxford escolheu “brain rot” (apodrecimento cerebral) como palavra do ano, refletindo o impacto cognitivo do consumo incessante de conteúdos digitais curtos. Esse ambiente agrava a crise do sono e ajuda a explicar por que o descanso se tornou um recurso escasso – algo que precisa ser otimizado, monitorado e, muitas vezes, comprado.

Foto: Divulgação
O sono como fronteira do mercado de bem-estar
O Global Wellness Institute estima que a economia global do bem-estar tenha alcançado US$ 6,8 trilhões em 2025. Dentro desse ecossistema, o sono ganhou protagonismo. Segundo a Allied Market Research, o mercado global de produtos e serviços voltados ao descanso deve ultrapassar US$ 585 bilhões até 2027, com crescimento médio anual de 7%.

O setor se organiza em múltiplas frentes: aplicativos de monitoramento, dispositivos vestíveis, colchões inteligentes, suplementos, terapias, exames diagnósticos e até experiências de luxo. O sono, antes tratado apenas como questão médica, passou a ser comercializado como serviço contínuo e personalizado, combinando tecnologia, design e prevenção.

Leia também: Pequi sem espinhos atrai investimentos milionários em Goiás

Sleeptech, dados e novos modelos de negócio
A ascensão das chamadas sleeptechs é um dos motores desse mercado. Relógios inteligentes, anéis, sensores domésticos e aplicativos analisam padrões de sono em tempo real, oferecendo relatórios e recomendações personalizadas. Pesquisa apresentada no Congresso Mundial do Sono, em 2023, com dados de 64 milhões de usuários de relógios inteligentes em 195 países, apontou queda na eficiência do sono global e aumento do tempo acordado durante a noite.

Além disso, surgem soluções que prometem democratizar o acesso a diagnósticos. Startups desenvolvem versões domiciliares da polissonografia, exame tradicionalmente caro e concentrado em clínicas especializadas. No Brasil, mais de 12 mil pessoas aguardavam na fila do SUS para realizar o exame em 2024, evidenciando gargalos no sistema público e oportunidades para a iniciativa privada.

Foto: Divulgação
Fármacos, terapias e os limites do consumo
O avanço do mercado também passa pelo setor farmacêutico. Suplementos como melatonina ganharam popularidade, embora especialistas alertem para riscos da automedicação. Medicamentos mais recentes, como antagonistas de orexina – já aprovados em países como os Estados Unidos – prometem tratar a insônia com menor risco de dependência, mas ainda enfrentam barreiras regulatórias e de acesso no Brasil.

Ao mesmo tempo, cresce a adoção de terapias não farmacológicas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia, considerada padrão-ouro por especialistas. Ainda assim, a adesão é lenta, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, onde o problema do sono se agrava.

Entre saúde pública e oportunidade econômica
Apesar da expansão do mercado, o sono segue sub-reconhecido nas agendas de saúde pública. Estudo publicado na revista The Lancet aponta que apenas 22% dos países membros da Organização Mundial da Saúde monitoram dados populacionais sobre duração do sono. As consequências da privação afetam não só a saúde individual, mas também a economia: perdas de produtividade, aumento de acidentes, gastos médicos e impacto fiscal.

CompartilhadoTweetEnviarEnviar
Postagem Anterior

Congresso discute limites para influenciadores digitais

Próxima Postagem

Prefeitura de Couto Magalhães abre concurso com salários de até R$ 15 mil

Administrador

Administrador

Biografica do Autor

Leia Também

goiania-aplica-mais-de-1,3-mi-de-multas-no-transito,-mas-peca-nas-acoes-educativas
Cidades

Goiânia aplica mais de 1,3 mi de multas no trânsito, mas peca nas ações educativas

3 de maio de 2026
cruz-com-nomes-de-caes-marca-ato-por-cpi-do-caso-orelha
Cidades

Cruz com nomes de cães marca ato por CPI do caso Orelha

3 de maio de 2026
professor-da-ufg-e-afastado-apos-denuncias-de-assedio-moral-e-sexual
Cidades

Professor da UFG é afastado após denúncias de assédio moral e sexual

3 de maio de 2026
Próxima Postagem
prefeitura-de-couto-magalhaes-abre-concurso-com-salarios-de-ate-r$-15-mil

Prefeitura de Couto Magalhães abre concurso com salários de até R$ 15 mil

Mais Notícias

goiania-aplica-mais-de-1,3-mi-de-multas-no-transito,-mas-peca-nas-acoes-educativas

Goiânia aplica mais de 1,3 mi de multas no trânsito, mas peca nas ações educativas

3 de maio de 2026

A cidade de Goiânia passou por um período, entre 2024 e 2025, sem radares de velocidade por conta do encerramento...

cruz-com-nomes-de-caes-marca-ato-por-cpi-do-caso-orelha

Cruz com nomes de cães marca ato por CPI do caso Orelha

3 de maio de 2026

Uma cruz com nomes de cães vítimas de maus-tratos em Goiânia foi exibida durante uma manifestação realizada na sexta-feira (1º),...

professor-da-ufg-e-afastado-apos-denuncias-de-assedio-moral-e-sexual

Professor da UFG é afastado após denúncias de assédio moral e sexual

3 de maio de 2026

Um professor da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi afastado de suas funções após denúncias de...

shakira-reune-2-milhoes-de-pessoas-no-rio-e-faz-historia-em-copacabana

Shakira reúne 2 milhões de pessoas no Rio e faz história em Copacabana

3 de maio de 2026

A apresentação de Shakira na Praia de Copacabana reuniu cerca de 2 milhões de pessoas na noite de sábado (2),...

newsgyn

© 2025 Newsgyn Portal de Notícias - contato@newsgyn.com.br

Navegue

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato

Siga-nos

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos

© 2025 Newsgyn Portal de Notícias - contato@newsgyn.com.br

Bem vindo de volta!

Entrar na conta

Senha esquecida?

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Conecte-se

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Conecte-se