A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos, da Câmara Municipal de Goiânia, avalia denunciar a Equatorial Goiás pela morte de Nathaly Rodrigues do Nascimento. A jovem morreu após sofrer uma descarga elétrica ao atravessar uma rua alagada no Centro da capital, em setembro de 2025.
Segundo o presidente da comissão, vereador Coronel Urzêda, uma visita técnica realizada nesta quinta-feira (9) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reforçou as conclusões da investigação.
Além disso, a comissão afirma que a concessionária é responsável pela gestão da infraestrutura dos postes no estado.
Visita à Aneel reforçou investigação
De acordo com Coronel Urzêda, a Equatorial Goiás nunca encaminhou denúncias ao Comitê de Resolução de Conflitos da Aneel, mesmo diante de ocupações irregulares nos postes.
Por isso, a CEI estuda incluir a concessionária entre os responsáveis apontados no relatório final. O documento também poderá trazer outras responsabilizações relacionadas aos fios soltos na capital.
Relembre o caso Nathaly Rodrigues
Nathaly Rodrigues do Nascimento tinha 17 anos e morreu em setembro de 2025. Ela saía do trabalho quando atravessou uma rua alagada no Centro de Goiânia.
Segundo as investigações, a adolescente pisou em uma área energizada após o rompimento de um cabo elétrico.
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A Polícia Civil informou, na época, que um equipamento de religamento automático registrou acionamentos sucessivos antes do acidente. Ainda segundo a investigação, uma equipe técnica não foi enviada para verificar a ocorrência, apesar de esse procedimento estar previsto.
Funcionários foram indiciados pela Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás indiciou três funcionários da Equatorial Goiás por homicídio culposo pela morte da adolescente.
Além disso, eles também responderam por lesão corporal culposa contra um jovem que acompanhava Nathaly no momento do acidente. Ele sofreu uma descarga elétrica, mas sobreviveu.
Equatorial contesta conclusões da comissão
Em nota, a Equatorial Goiás informou que colaborou com a CEI e apresentou todos os esclarecimentos solicitados pelos vereadores, tanto em depoimentos quanto por meio de documentos.
A empresa também afirmou que o acidente foi analisado pelos órgãos competentes. Segundo a concessionária, o laudo da Polícia Científica apontou relação com fatores externos à rede elétrica da distribuidora.
Por fim, a Equatorial declarou que o sistema operava dentro das condições previstas e que os procedimentos adotados seguiram as normas técnicas do setor.
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