A Prefeitura de Goiânia estuda proibir a circulação de caminhões na faixa da esquerda da Marginal Botafogo. A medida surge após problemas estruturais identificados durante uma obra emergencial em um trecho atingido por erosão.
A proposta foi anunciada pelo prefeito Sandro Mabel e ainda está em fase de análise. A ideia é restringir o tráfego de veículos pesados, especialmente nos pontos mais próximos ao Córrego Botafogo, onde o solo é mais sensível. Segundo a gestão municipal, o peso dos caminhões, que pode variar entre 40 e 60 toneladas, exerce forte pressão sobre o asfalto e a estrutura da canalização, aumentando o risco de novos danos.
A discussão ganhou força após uma erosão registrada entre a Rua 21 e a Rua 10, que comprometeu parte de um muro e afetou a canalização do córrego. O trecho precisou ser totalmente interditado para reparos, concluídos em três dias após o início das obras emergenciais.
Caminhões podem ser proibidos na Marginal Botafogo
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), o problema foi causado por uma combinação de fatores, como o tráfego intenso de veículos pesados, infiltração de água e variações no nível do córrego durante o período chuvoso. O local já havia recebido intervenções anteriores, consideradas paliativas, mas a situação se agravou.
Caminhões podem ser proibidos na faixa da esquerda da Marginal Botafogo. Foto: Reprodução/ SET
Caso a restrição seja implementada, a prefeitura pretende instalar sinalização específica para orientar os motoristas sobre as rotas permitidas para caminhões. Ainda não há definição sobre como será feita a fiscalização.
A iniciativa integra um projeto mais amplo de requalificação da Marginal Botafogo, que está em fase final de planejamento. A estimativa é de investimento superior a R$ 600 milhões, com execução das obras por etapas, evitando interdições prolongadas.
Entre as ações previstas estão a construção de piscinões para conter alagamentos, reforço estrutural em áreas críticas e melhorias no sistema de drenagem. Enquanto o projeto definitivo não sai do papel, a administração municipal deve continuar adotando medidas pontuais para reduzir riscos e evitar novos desmoronamentos ao longo da via.
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