Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito de matar o estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, deixa o apartamento da vítima carregando um notebook e usando um tênis do jovem, em Goiânia. O crime aconteceu no Dia das Mães, em 10 de maio.
Segundo a Polícia Civil, o investigado, Walison Ascanio Tito, de 31 anos, confessou o assassinato durante depoimento.
As gravações mostram Luciano chegando ao prédio acompanhado de Walison por volta das 7h da manhã. A vítima dirigia o próprio carro, enquanto o suspeito estava no banco do passageiro. Antes de irem ao apartamento, os dois passaram em uma distribuidora para comprar bebidas alcoólicas.
Cerca de duas horas depois, as câmeras registraram Walison deixando o prédio sozinho, a pé, carregando duas cervejas em uma das mãos e o notebook da vítima na outra. Segundo as investigações, ele também saiu usando um tênis pertencente ao estudante.
De acordo com o delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o suspeito afirmou que matou Luciano por estrangulamento utilizando o cabo do carregador do notebook.
Apesar de ter levado alguns objetos do apartamento, a polícia descarta, neste momento, a hipótese de latrocínio, já que outros itens de valor permaneceram no imóvel.
Segundo o delegado, Walison relatou que pegou o notebook e o tênis para tentar deixar o prédio sem chamar atenção, pois utilizava tornozeleira eletrônica. À Polícia Militar, ele afirmou ainda que vendeu o computador por R$ 100 logo após sair do local e usou o dinheiro para comprar drogas.
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Em depoimento, o investigado também declarou que se arrependeu de ter mantido relações com a vítima e, por isso, decidiu cometer o homicídio.
Walison foi preso na quarta-feira (13), no terminal rodoviário de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Conforme a Polícia Militar, ele rompeu a tornozeleira eletrônica pouco depois do crime, possivelmente para dificultar a localização.
Suspeito de matar estudante já havia sido investigado por outro homicídio
A polícia informou ainda que o suspeito possui antecedentes criminais e já foi investigado por outro homicídio ocorrido em 2018, em Ouro Verde de Goiás. Na época, ele e outros dois homens foram acusados de matar um jovem durante uma emboscada para roubar um carro. O corpo da vítima foi encontrado no porta-malas do veículo em uma área rural de Petrolina de Goiás. O processo acabou arquivado por falta de provas suficientes.
Após audiência de custódia realizada na sexta-feira (15), a Justiça determinou que Walison permaneça preso enquanto o caso segue sob investigação.
A Defensoria Pública informou que acompanhou o suspeito durante a audiência de custódia, mas não comentou o mérito das acusações.







