O avanço da cadeia produtiva das terras raras voltou ao centro das discussões em Goiás após a mineradora Serra Verde anunciar fusão com a empresa americana USA Rare Earth (USAR). O tema foi debatido nesta quarta-feira (20/5), durante reunião entre representantes da companhia e o governador Daniel Vilela, no Palácio das Esmeraldas.
Considerados minerais estratégicos para a indústria global, os elementos conhecidos como terras raras são utilizados na fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas, baterias e equipamentos tecnológicos de alta performance. Goiás concentra parte relevante das reservas mundiais desses minerais e abriga atualmente a única operação em larga escala fora da Ásia voltada à extração de terras raras pesadas críticas.
Apesar da importância da produção goiana, o processamento industrial ainda ocorre fora do país. Atualmente, a matéria-prima extraída em Minaçu é enviada à China, que domina a maior parte da cadeia global de refino e industrialização do setor.
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Durante o encontro, Daniel Vilela afirmou que o estado pretende criar um ambiente favorável para que etapas industriais ligadas às terras raras também sejam implantadas em Goiás, ampliando a geração de empregos e agregando valor à produção local.
A Serra Verde informou que a fusão com a empresa americana deve acelerar a construção de uma cadeia de suprimentos fora da Ásia, envolvendo mineração, separação mineral, processamento e fabricação de componentes estratégicos.
Segundo a companhia, mais de US$ 1 bilhão já foram investidos na operação em Minaçu. A mineradora também afirmou que a maior parte da mão de obra utilizada atualmente é da própria região Norte do estado.
O crescimento da demanda internacional por minerais críticos tem colocado Goiás em posição estratégica nas disputas econômicas ligadas à transição energética e ao desenvolvimento de novas tecnologias, setor hoje amplamente concentrado no mercado asiático.


