O Irã anunciou neste sábado (18) o novo fechamento do Estreito de Ormuz, alegando que os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval na região.
Em comunicado divulgado pelo Comando Militar Central Khatam Al-Anbiya, e repercutido por agências estatais, o governo iraniano afirmou que havia permitido, de forma controlada, a passagem de petroleiros e navios mercantes após negociações.
No entanto, segundo o Irã, os Estados Unidos teriam descumprido compromissos. O texto acusa os americanos de “atos de banditismo e pirataria” sob o pretexto de um bloqueio.
Diante disso, Teerã declarou que o Estreito de Ormuz voltou ao “estado anterior”, sob controle rígido das forças armadas iranianas. A informação também foi confirmada pela emissora estatal IRIB.
Reviravolta após reabertura
O anúncio ocorre um dia após o próprio Irã informar a reabertura da rota marítima, medida que havia sido interpretada como sinal de avanço nas negociações.
Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a agradecer publicamente e afirmou que o Irã teria concordado em não voltar a fechar o estreito.
Apesar disso, o governo iraniano já havia condicionado a reabertura ao cumprimento de um cessar-fogo.
Tensões e petróleo
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do comércio global de petróleo, e qualquer interrupção impacta diretamente o mercado internacional.
Após o anúncio de reabertura na sexta-feira, o preço do petróleo registrou queda significativa, com o tipo Brent chegando a cerca de 89 dólares.
Declarações de Trump
Em meio à escalada de tensão, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos entrarão no Irã em um “ritmo tranquilo” para recuperar urânio enriquecido.
O presidente também indicou que pretende manter o bloqueio naval na região, mesmo após a sinalização iraniana de reabertura.
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Trump ainda mencionou a possibilidade de novas negociações com o Irã nos próximos dias e disse acreditar em um acordo “em breve”, sem descartar a extensão do cessar-fogo, se necessário.
Conflitos paralelos
O presidente norte-americano também afirmou ter proibido Israel de realizar novos bombardeios contra o Líbano. Ainda assim, ataques foram registrados no sul do país após um cessar-fogo de 10 dias envolvendo o grupo Hezbollah.
A situação mantém o cenário de instabilidade no Oriente Médio, com reflexos diretos na segurança internacional e na economia global.










