O avanço do programa nuclear da Coreia do Norte voltou a preocupar a comunidade internacional após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apontar, nesta quarta-feira (15), sinais consistentes de ampliação da capacidade do país na produção de armas atômicas. Segundo o diretor-geral do órgão, Rafael Grossi, há indícios de novas instalações e intensificação de atividades em complexos estratégicos.
De acordo com Grossi, a atividade no principal centro nuclear norte-coreano, em Yongbyon, aumentou de forma significativa. “Durante nossas avaliações periódicas, pudemos confirmar um rápido aumento da atividade em Yongbyon”, afirmou o diretor-geral da AIEA.
Segundo o diretor, o reator de 5 megawatts, uma unidade de reprocessamento de plutônio e um reator de água leve apresentaram sinais recentes de operação, além da ativação de outras estruturas associadas ao programa atômico.
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A agência também identificou a construção de uma nova instalação com características semelhantes às usadas para enriquecimento de urânio. A análise externa da estrutura indica expansão relevante da capacidade produtiva, o que reforça a avaliação de que o país busca diversificar e ampliar suas fontes de material nuclear.
Rafael Grossi (Foto: Dean Calma / IAEA)
Grossi afirmou que os dados coletados revelam “um aumento muito sério da capacidade de produção de armas nucleares da Coreia do Norte, estimada em várias dezenas de ogivas”.
O programa nuclear norte-coreano segue sob sanções internacionais desde o primeiro teste atômico, realizado em 2006. Desde 2009, inspetores da AIEA não têm acesso ao território do país, o que limita a verificação independente das atividades.
Em meio ao cenário, o líder Kim Jong Un reiterou no mês passado que o país não pretende abrir mão de seu arsenal nuclear, classificando o desenvolvimento como “plenamente justificado”.










