No sábado (14), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou nas redes sociais um vídeo que acusa jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), internado no Hospital DF Star, em Brasília. A publicação ampliou a tensão em torno da cobertura da internação e desencadeou uma onda de ataques e ameaças contra profissionais de imprensa que acompanham o caso do lado de fora da unidade de saúde, levando o episódio a se tornar alvo de registros policiais e possível judicialização.
A discussão teve início na sexta-feira (13), após a divulgação de um vídeo pela influenciadora bolsonarista Cris Mourão, que se apresenta nas redes sociais como “gestora imobiliária, cristã, mãe e esposa”. Na gravação, ela sugere, sem apresentar provas, que repórteres posicionados em frente ao hospital estariam torcendo pela morte do ex-presidente.
O conteúdo rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores do ex-chefe do Executivo. A situação se intensificou quando o deputado federal Mário Frias (PL-SP) publicou, e posteriormente apagou, um vídeo em que expunha jornalistas presentes no local e reforçava a acusação de que os profissionais desejariam a morte de Bolsonaro, também sem apresentar evidências.
Motos da polícia em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, em 13 de março. Profissionais de imprensa passaram a sofrer ameaças enquanto acompanhavam o estado de saúde de Bolsonaro. Crédito: Reprodução/ Rede Social.
O compartilhamento do material por Michelle Bolsonaro ampliou o alcance das acusações nas redes sociais. Após a repercussão, jornalistas que cobrem a internação do ex-presidente relataram ter recebido ameaças e intimidações.
Diante do cenário, profissionais de imprensa registraram boletins de ocorrência e entidades da categoria passaram a acompanhar o caso. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) informou que avalia medidas jurídicas diante da escalada de ataques contra repórteres que atuam na cobertura do estado de saúde do ex-presidente.









