O Parlamento Europeu decidiu, nesta terça-feira (20), congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) no ano passado, em reação às recentes ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, envolvendo a anexação da Groenlândia e a imposição de tarifas a países europeus. A informação foi divulgada pela presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), Iratxe García Pérez.
Iratxe García Pérez (Foto: Reprodução/ X)
A suspensão ocorre após Trump anunciar que pretende aplicar tarifas contra oito países da Europa caso se oponham ao plano dos EUA. Segundo o presidente, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia estariam sujeitos “a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas” aos EUA a partir de 1º de fevereiro, percentual que subiria para 25% em 1º de junho.
Ministro francês chama estratégia dos EUA de “chantagem”
Também nesta terça, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou a estratégia norte-americana como “chantagem” e disse que ameaças tarifárias estariam sendo usadas para forçar “concessões injustificáveis”. O chanceler declarou apoio à suspensão do acordo e afirmou que a Comissão Europeia dispõe de “instrumentos muito poderosos” para responder às ações de Washington.
Foto: Reprodução/ Instagram
O tratado, firmado em julho do ano passado, previa tarifas de 15% impostas pelos EUA à maioria dos produtos europeus, enquanto a União Europeia concordava em retirar parte de suas taxas sobre importações norte-americanas. O acordo começaria a vigorar entre março e abril deste ano, após aprovação formal do Parlamento Europeu e dos governos do bloco.
Com a suspensão, a UE volta a discutir a imposição de tarifas retaliatórias contra os EUA, que poderiam alcançar 93 bilhões de euros, além de possíveis restrições ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado europeu.
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