O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar um grupo internacional criado para tratar da situação na Faixa de Gaza. Batizado de “conselho da paz”, o órgão foi anunciado neste sábado (17) pelo governo norte-americano e faz parte da segunda etapa do plano dos EUA para encerrar o conflito entre Israel e Hamas. Até a última atualização desta reportagem, o presidente brasileiro não havia respondido ao convite.
Trump presidirá o conselho e anunciou a participação de líderes políticos, ex-chefes de governo e nomes ligados à sua administração. Entre os integrantes estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que recebeu a carta-convite e afirmou que será “uma honra” participar da iniciativa.
Foto: Emad El Byed/ Unsplash
Lula mantém postura oposta aos EUA em relação a Gaza
O convite a Lula ocorre em meio a um histórico de críticas do presidente brasileiro às ações militares de Israel em Gaza. Em diferentes discursos no Brasil e em fóruns internacionais, Lula classificou a ofensiva israelense como um genocídio. Em setembro do ano passado, pouco antes do acordo firmado no mês seguinte para o fim da guerra, o petista afirmou: “Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças”.
Em outras ocasiões, Lula declarou que o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, promove não apenas a morte de civis, mas uma tentativa de “aniquilamento de seu sonho de nação”. A posição brasileira se diferencia da adotada por EUA e Israel, já que o Brasil reconhece oficialmente o Estado da Palestina.
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