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Valdemar diz que rejeitar fim da escala 6×1 pode favorecer Lula em 2026

Administrador Por Administrador
27 de maio de 2026
Em Política
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Valdemar diz que rejeitar fim da escala 6×1 pode favorecer Lula em 2026

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (25) que o apoio popular ao fim da escala 6×1 pode influenciar diretamente as eleições presidenciais de 2026. Durante entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, o dirigente declarou que a maioria dos deputados do partido é favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o período de descanso dos trabalhadores. “Se nós não aprovarmos 6×1 o Lula ganha a eleição e ano que vem faz 4×1”, afirmou.

Segundo Valdemar, o partido entende que a proposta possui forte apoio popular e, por isso, deve avançar no Congresso Nacional. “Nós temos que chegar ao poder e votar nas propostas que têm a maioria da população a favor. A maioria dos nossos deputados pensa desta maneira”, declarou. Apesar disso, ele ressaltou que o PL pretende buscar alternativas para reduzir possíveis impactos financeiros sobre o setor empresarial, especialmente para empregadores de menor porte.

Leia mais: PF vê ‘alinhamento’ entre Castro e Vorcaro em aportes do Rioprevidência ao Master

De acordo com o presidente da sigla, uma das saídas debatidas seria ampliar a negociação entre patrões e empregados, além de discutir medidas compensatórias, como redução de impostos. “Nós vamos fazer uma proposta para o empregador poder negociar com os empregados. Caso o empregador tenha prejuízo é tentar cobrar dele menos impostos. Nós vamos tentar de tudo”, disse. Valdemar ainda afirmou que o partido pretende aprofundar o debate caso volte ao comando do Palácio do Planalto. “Nós também não podemos prejudicar essa gente que tem essa esperança. Vamos ver se chegamos a um entendimento de dar condições para o camarada trabalhar cinco dias por semana”, completou.

Fim da escala 6×1
Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que a redução da jornada de trabalho deverá ocorrer em até um ano após a aprovação da PEC. Segundo ele, o texto prevê a diminuição inicial para 42 horas semanais em até 60 dias após a promulgação da proposta. Em seguida, após 12 meses, a carga horária cairá para 40 horas semanais. Motta também afirmou que três pontos são considerados inegociáveis na discussão: a garantia de dois dias de folga semanal, o fim da escala 6×1 e a proibição de redução salarial aos trabalhadores.

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