O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta sexta-feira (6) a rendição do Irã e afirmou que não haverá negociação enquanto o país não aceitar capitular na guerra iniciada no último sábado. A declaração foi publicada na rede social Truth Social e ocorre em meio ao avanço da ofensiva militar conduzida por forças norte-americanas e por Israel contra alvos iranianos.
Na mensagem, Trump afirmou que qualquer solução para o conflito depende da capitulação de Teerã e da escolha de uma nova liderança política para o país. “Não haverá acordo com o Irã, exceto com rendição incondicional! depois disso, e da escolha de um grande e aceitável líder(es), nós — e muitos de nossos maravilhosos e muito corajosos aliados e parceiros — trabalharemos incansavelmente para tirar o irã da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca. o irã terá um grande futuro”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
Sétimo dia de guerra
A declaração ocorreu no sétimo dia da guerra iniciada após ataques que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes da alta cúpula militar e política do país. Desde então, os combates se intensificaram com bombardeios realizados por forças norte-americanas e israelenses contra diferentes regiões do território iraniano, principalmente a capital Teerã.
Autoridades militares dos EUA afirmaram na quinta-feira (5) que o conflito entrou em uma nova etapa. O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), afirmou em coletiva que as forças norte-americanas destruíram mais de 200 alvos no Irã, e atingiram cerca de 30 embarcações de guerra iranianas desde o início da ofensiva, incluindo um navio porta-drones.
Almirante Brad Cooper (Foto: U.S. Navy/ Wikimedia Commons)
Nova fase dos confrontos
Segundo Cooper, a nova fase da operação busca reduzir a capacidade militar iraniana no longo prazo. “À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, disse o militar, acrescentando que a estratégia deve levar tempo para produzir resultados.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que participou da mesma coletiva, afirmou que os bombardeios devem se tornar mais intensos e terão como alvo estruturas ligadas ao governo iraniano. “O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (…) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã”, afirmou.
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth (Foto: Reprodução)
Hegseth também afirmou que os Estados Unidos não enfrentam limitações para manter a operação militar em andamento. “O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. (…) Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma”, declarou.
Paralelamente às ações norte-americanas, as Forças de Defesa de Israel informaram que iniciaram uma nova onda de ataques contra alvos que classificam como infraestrutura do regime iraniano. As operações ocorreram em Teerã e também em Isfahan, a terceira maior cidade do país.
Segundo os militares israelenses, cerca de 50 caças participaram de um ataque ao bunker subterrâneo utilizado por Khamenei, localizado sob o complexo de liderança do governo iraniano na capital. Em comunicado, as forças afirmaram que a ação ocorreu com base em informações de inteligência e que um comandante sênior iraniano também foi alvejado durante os bombardeios.










