O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que Israel não realizará novos bombardeios contra o Líbano, após determinação direta de Washington. Segundo o republicano, a decisão faz parte de uma estratégia para conduzir separadamente a situação envolvendo o grupo Hezbollah.
A declaração foi publicada na rede Truth Social, onde Trump escreveu que Israel está proibido de atacar o território libanês. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Chega!”, disse. Em outra mensagem, o presidente detalhou que os Estados Unidos vão assumir a condução das questões relacionadas ao Hezbollah.
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EUA trabalhará de maneira “apropriada” no Líbano
Os bombardeios de Israel ao Líbano se intensificaram desde o início de março, após o início da escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã. As Forças de Defesa de Israel alegam que as ofensivas têm como alvo estruturas do Hezbollah.
Trump também declarou que o acordo em curso não inclui diretamente o território libanês, mas indicou que Washington pretende atuar junto ao país. “Os EUA ficarão com toda a ‘poeira’ nuclear gerada pelos nossos magníficos bombardeiros B-2. Não haverá qualquer troca de dinheiro, de nenhuma forma. Este acordo não está sujeito ao Líbano, mas os EUA, separadamente, trabalharão com o Líbano e lidarão com a situação do Hezbollah de maneira apropriada”, afirmou.
Netanyahu está disposto a uma solução “diplomática e militar”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o governo está disposto a buscar uma solução “diplomática e militar” em conjunto com Beirute. Já o presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que qualquer acordo futuro não implicará concessão de território.
Ainda, após o início do cessar-fogo, o Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque isralense atingiu a cidade de Kounine, no sul do país, deixando uma pessoa morta e outras duas feridas.









